Mantega prevê 700 mil vagas

Em: 7 de julho de 2009
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que, apesar de ser afetado pela crise internacional, o Brasil deve apresentar uma criação líquida de 500 mil a 700 mil empregos formais em 2009
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que, apesar de ser afetado pela crise internacional, o Brasil deve apresentar uma criação líquida de 500 mil a 700 mil empregos formais em 2009

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que, apesar de ser afetado pela crise internacional, o Brasil deve apresentar uma criação líquida de 500 mil a 700 mil empregos formais em 2009. O ministro referiu-se à geração de postos de trabalho com carteira assinada computada pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. “No ano passado criamos 1,6 milhão de empregos. Este ano será um pouco menos, mas, mesmo assim, haverá geração de postos (formais) de trabalho”, disse.
Durante cerimônia de posse do novo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, ontem, Mantega fez um balanço da conjuntura econômica nacional e das ações de políticas fiscal e monetária anticíclicas que o governo adotou para atenuar os efeitos da recessão mundial sobre o País. Ele ressaltou que a ação dos bancos públicos está sendo fundamental para restabelecer a normalidade da concessão de crédito e lembrou que tais instituições apresentaram um avanço de 20% na liberação de financiamentos, em relação a setembro do ano passado, mês que marcou o início da fase mais turbulenta da crise, enquanto os bancos privados mostraram incremento menor, próximo a 2%.
O ministro afirmou ainda que, devido à liberação de R$ 100 bilhões de depósitos compulsórios (parte dos recursos captados pelos bancos junto aos clientes que têm de ser recolhidos ao Banco Central) para bancos comerciais, redução da taxa básica de juros, Selic, desde janeiro deste ano e incentivos fiscais para aumentar a demanda agregada, como a redução de impostos para compra de carros, produtos de linha branca (fogão, geladeira e lavadora) e material de construção, os estoques das fábricas “já foram consumidos”. Para ele, o setor industrial deve manter uma trajetória crescente, em base mensal, até o fim deste ano, o que permitirá ao país registrar crescimento no segundo semestre de 2009.
“O segundo semestre será melhor que o primeiro. No último trimestre (deste ano) poderemos ter uma expansão de 3% a 4% do PIB (Produto Interno Bruto, em relação ao mesmo período do ano passado) como prevê boa parte dos analistas”. O ministro ressaltou que, em 2009, o país pode registrar uma leve expansão.
O ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo vai manter a meta de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) de superávit primário (economia que o governo faz para pagamento de juros da dívida) em 2009 e que, em 2010, tal poupança do Orçamento deve subir e retornar para 3,3% do PIB. “O superávit primário deste ano será aquele já anunciado por nós, de 2,5%. Estamos fazendo um superávit primário menor este ano para poder fazer as medidas anticíclicas que estão dando muito certo”, comentou. “Mas isso não compromete as contas públicas. Nós continuamos mantendo a relação dívida/PIB baixa e, para o próximo ano, voltaremos para o superávit primário de 3,3% do PIB”.

Redação

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