Marcos Rotta quer o Brasil reagindo às pressões da FIFA

Em: 7 de outubro de 2011
O deputado Marcos Rotta disse que não se “pode baixar a cabeça para todas as condições que a FIFA impõe ao Brasil”
O deputado Marcos Rotta disse que não se “pode baixar a cabeça para todas as condições que a FIFA impõe ao Brasil"

O vice-presidente da ALE-AM (Assemebleia Legislativa do Amazoans), deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), pediu ontem que o Brasil mantenha sua cabeça altiva diante dos argumentos da FIFA (Federação Internacional de Futebol) que pretende passar por cima da lei do país e tornar nulas as conquistas dos idosos e estudantes no uso da meia-entrada em eventos públicos.
Segundo Rotta, algumas das propostas da FIFA são exequíveis, mas não essa, que estranhamente “foi repassada pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, para os Estados decidirem”.
Na sua opinião, a conquista do Brasil para ser a sede da Copa do Mundo em 2014 deu aos país uma visibilidade mundial muito maior. No entanto, e depois de o Brasil ter travado uma luta hercúlea contra outros países, a FIFA impõe uma série de condições para que a Copa do Mundo seja realizada aqui. Mesmo que a Copa do Mundo traga melhorias ao país, como na infraestrutura urbana, saúde e educação, não se “pode baixar a cabeça para todas as condições que a FIFA impõe, sob pena de o Brasil rasgar suas próprias leis”.
Rota disse que o ministro quando deixou para os Estados o poder de decidir sobre a obrigatoriedade de os idoso e estudantes não pagarem ingresso nos estádios, se esqueceu de que existe uma lei federal regulamentando a questão e que somente o governo Federal pode passar por cima dela. Para Rotta, o ministro Orlando Silva não pode se esquecer de que a Câmara Federal aprovou ontem à tarde o novo Estatuto da Juventude, relatado por uma deputada federal do PCdoB, partido do qual o ministro faz parte, que dá aos estudantes o direito constitucional de pagar apenas meia entrada.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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