Mecanização da atividade agrícola é a grande pegada para turbinar o setor rural do Amazonas

Em: 20 de setembro de 2022
Mecanização da atividade agrícola é a grande pegada para turbinar o setor rural do Amazonas - 2009 A7

MARCELO PERES

Face: @marcelo-peres  Twitter: @JCommercio

A Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas) homenageou os produtores que se destacaram no setor primário este ano no Amazonas. O assunto foi alvo do podcast do Jornal do Commercio, comandado pelos jornalistas Caubi Cerquinho e Fred Novaes, diretor de redação do veículo de comunicação, durante a live ‘JC às 15h’.

O entrevistado foi Muni Lourenço, presidente da Faea. Ele falou sobre as expectativas da categoria em um momento em que o Amazonas vai eleger os seus próximos representantes. E ainda fez uma explanação sobre a atuação do setor, hoje em ascensão, e também sobre as dificuldades para incrementar as atividades agropecuárias no Estado.

Segundo Lourenço, a mecanização da produção é o viés para tornar o Amazonas autossuficiente na produção agropecuária. Hoje, o campo ainda se depara com velhas práticas agrícolas que impactam na redução dos nutrientes do solo, além de prejudicar o meio ambiente.

No entanto, aos poucos o Amazonas vem se aproximando da inovação necessária para aumentar a sua produtividade no campo. E a homenagem laureando os produtores que se destacaram em suas atuações é uma forma de dar mais incentivo aos empresários do segmento, segundo Muni Lourenço.

“Temos uma tradição de promover o mérito agropecuário para os principais empreendedores do agronegócio no Amazonas, uma premiação que ficou paralisada por mais de dois anos por conta da pandemia”, explica Lourenço.

O dirigente também comentou as potencialidades das atividades do setor primário com a promoção de grandes eventos, como a Expoagro-AM (Exposição Agropecuária do Amazonas), que na última edição movimentou negócios da ordem de R$ 140 milhões, reunindo pelo menos 400 expositores dos mais diversos ramos da produção rural.

“Temos um futuro promissor para o setor primário regional. Já somos autossuficientes em cítricos, temos a maior produção de ovos da região Norte e também nos destacamos em granjas na avicultura, além da piscicultura que começa a se fortalecer, abastecendo o mercado consumidor de Manaus com o tambaqui da espécie curumim”, acrescenta o presidente da Faea.

Muni disse que o setor primário é a grande locomotiva do Brasil. As atividades do segmento respondem, hoje, por quase 50% do PIB brasileiro, resultado da soma de todas as atividades econômicas de um país.

“É um setor importante da economia, da sociedade do Brasil e do  Amazonas. Sem dúvida, é a grande locomotiva da atividade econômica brasileira, gerando empregos e renda, alavancando as exportações, contribuindo para o superavit da balança comercial”, ressalta. “E, aqui no Amazonas, as atividades estão em ascensão”, acrescenta ele.

Muni Lourenço lembra, porém, que o rigor da legislação dificulta as atividades rurais, além das velhas práticas de cultivo. Outra questão é a regulação fundiária. Muitos produtores continuam produzindo sem ter nenhuma garantia sobre a propriedade das terras. E ainda a insegurança jurídica é um dos grandes gargalos para o incremento da produção e para atração de novos investimentos.

“Esperamos que os novos representantes a serem eleitos nas próximas eleições se empenhem mais nas suas atuações para solucionar esses problemas. No entanto, nossas expectativas de futuro são muito promissoras. E precisamos de maior proximidade com os governantes para estabelecer parcerias que incrementem o agronegócio”, diz.

Outra pauta é sobre o domínio das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na Amazônia Ocidental. Pesquisas vêm auxiliando os produtores para introdução de novas técnicas de cultivo, contribuindo para maior produtividade e melhor gestão nos negócios. “Tudo isso contribui para o desenvolvimento do nosso setor”, afirma Muni.

Este ano, os homenageados com a Medalha Mérito Empreendedor foram – Johames Bastos Guimarães (piscicultura), Renato Gomes Pereira (agroindústria), Pedro Carlos de Arruda (pecuária), Jocelito Foleto (agricultura), Norikatsu Miyamoto (avicultura) e Embrapa Amazônia Ocidental (Ordem do Mérito Agropecuário Eurípedes Lins).

Lílian Araújo

É Jornalista, Artista, Gestora de TI, colunista do JC e editora do Jornal do Commercio
Pesquisar