Medeiros denuncia abandono do setor produtivo do Estado

Em: 9 de agosto de 2011
Para o deputado estadual Tony Medeiros (PSL), órgãos como INCRA, Suframa e Ibama estão ausentes em todo o interior do Estado e essa ausência é a maior responsável pela queda no setor produtivo do Amazonas
Para o deputado estadual Tony Medeiros (PSL), órgãos como INCRA, Suframa e Ibama estão ausentes em todo o interior do Estado e essa ausência é a maior responsável pela queda no setor produtivo do Amazonas

Para o deputado estadual Tony Medeiros (PSL), órgãos como INCRA, Suframa e Ibama estão ausentes em todo o interior do Estado e essa ausência é a maior responsável pela queda no setor produtivo do Amazonas. Segundo Tony, muitos produtores estabelecidos em cidades do interior não podem sequer utilizar seus terrenos como garantia de financiamento porque o INCRA se afastou dos municípios e não expediu o título de terras.
O deputado parintinense já denunciou na Assembleia Legislativa a situação dos produtores rurais que não têm como transportar sua produção para os centros consumidores, por falta absoluta de meios de escoamento. “Não tem lombo de cristão que agüente”, destaca, explicando que a maioria dos produtores carrega nas costas os sacos de farinha, por exemplo, o que lhes causa sérios problemas, no presente, e doenças no futuro.
Para Tony, a Suframa resolveu se afastar das comunidades do interior, obrigando os produtores e pequenos empresários a virem a Manaus em busca de um simples carimbo que lhes permita retirar as mercadorias retidas em armazéns. Na opinião dele, esse pessoal sequer possui dinheiro para suprir suas necessidades, quanto mais para se deslocar a Manaus para solicitar o carimbo da Suframa. “Não entendo como é que a Suframa se ausenta do interior, deixa o comércio a ver navios e obriga os pequenos empresários a gastarem o que não têm para liberar suas mercadorias”, diz.
Tony Medeiros denuncia, também, o fechamento dos postos do Ibama nos municípios de Tefé, Carauari e Itacoatiara e afirma temer que o de Parintins também seja desativado, tornando realidade a centralização dos serviços em Manaus. Ele criticou a morosidade do instituto no acompanhamento de ações contra o meio ambiente verificadas nos municípios e pediu providências ao governo federal antes que alguma coisa mais grave aconteça. “Não podemos é viver reféns desses institutos e organismos”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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