Um segmento heterogêneo e pouco explorado pelos bancos emissores de cartão de crédito. Esta é uma das principais constatações de pesquisa realizada pela MasterCard sobre o mercado de médias empresas no Brasil, realizado com organizações que possuem faturamento anual entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões.
O estudo, conduzido pelo Instituto Oslo-IM a pedido da MasterCard, teve o objetivo de trazer à tona um pronfundo conhecimento das percepções, avaliações, necessidades, desejos e anseios de executivos financeiros dirigentes de companhias com este perfil e oferece uma visão inédita das oportunidades e desafios presentes no mercado das médias empresas brasileiras, principalmente com relação aos cartões de crédito corporativos.
Tomadores de decisões
Uma constatação interessante é que as empresas do segmento médio, muito embora sejam indiscutivelmente importantes para a economia, não são geralmente percebidas como tal, pois, na maioria dos casos, são fábricas de compostos químicos, parafusos, forros, molas, papel para impressão de livros, fios de transmissão, etc. e utilizados na fabricação de outros bens de consumo.
Outra característica marcante do mercado de médias empresas é que geralmente o dono do negócio, de uma forma ou de outra, está sempre envolvido no centro da tomada de decisões. O estudo da MasterCard identificou que este mercado é formado basicamente por quatro grandes grupos que estão à frente da tomada de decisões: sócios e proprietários, gestores financeiros que sempre foram o braço direito do dono, gestores financeiros que estão há tempos na empresa, mas querem modernizá-la e gestores financeiros mais profissionalizados, ou seja, atuam utilizando técnicas mais avançadas de gestão.
“É importante notar que, para cada um desses grupos, o cartão corporativo é visto de uma forma distinta”, afirmou Regina Rocha, vice-presidente de vendas de produtos comerciais da MasterCard Brasil. “Entre os vários grupos, em geral, apenas os empresários ou gestores financeiros que adotam uma administração mais profissionalizada estão cientes dos benefícios do cartão”, apontou a vice-presidente.
Estudo traz diferentes visões
Para a gerente, “muitos dos entrevistados ainda não sabem que o cartão pode oferecer maior controle de custos para seu negócio”.
Estas diferentes visões do produto pelos gestores financeiros são coerentes com outro ponto destacado pelo estudo da MasterCard. O mercado de médias empresas é muito heterogêneo, ou seja, há grandes empresas que pensam de uma forma “amadora”, bem como pequenas empresas que se destacam pela sua administração extremamente profissional. “Também há muitas empresas em transição de uma geração para outra, ou de familiar para profissional, e também aquelas que estão crescendo muito. Em todos os casos, a necessidade de controle aumenta e é fundamental controlar riscos”, explicou Regina. O estudo também mostrou que o cartão corporativo, excluindo-se o grupo que tem idéias equivocadas sobre o produto, é conhecido e bem visto por este mercado, porém, as suas funcionalidades, em maior profundidade, como a possibilidade dedefinir parâmetros de utilização, ou seja, restringir o uso a determinados ramos de estabelecimentos, bem como definir limites de crédito por usário, ainda é desconhecida. “Portanto, a oportunidade que se configura atualmente é rara e especial: as empresas do segmento médio, em sua grande maioria, precisam sempre reduzir custos independentemente de qualquer cenário econômico”, concluiu.







