Mercado hoteleiro conta com 50% da taxa de ocupação

Em: 20 de novembro de 2021
A flexibilização cada vez maior das restrições de circulação de pessoas, o avanço da imunização contra a Covid-19

A flexibilização cada vez maior das restrições de circulação de pessoas, o avanço da imunização contra a Covid-19 somados a segurança dos brasileiros dispostos a viajar, traz novas perspectivas para o setor hoteleiro. Em todo país o mercado já se prepara para dar conta da demanda com a retomada em sua totalidade. De acordo com o mercado hoteleiro no Amazonas as ocupações estão acima de 50%. 

Apesar do índice de ocupação ainda estar aquém do esperado, a hotelaria amazonense vem demonstrando recuperação gradativa. “O turismo receptivo está retomando aos poucos a rotina. No início do semestre registramos uma taxa média de ocupação em torno de 20%”, afirma o presidente da Abih-AM (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Amazonas), Roberto Bulbol.  

Dados publicados pela  Abih Nacional, dão conta que  houve uma redução de 59% no faturamento do turismo brasileiro. O segmento registrou também a maior queda média durante o período mais crítico da pandemia, chegando a afetar  cerca de 80% dos estabelecimentos.

Em compensação, nos meses seguintes, quando o comércio voltou a reabrir, os dados do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) demonstram que a capital Manaus foi uma das que obteve entre julho, agosto e outubro o melhor desempenho da taxa de ocupação hoteleira, entre 15 capitais auditadas pela instituição. Já em setembro foi a segunda maior, com uma taxa de ocupação atingindo cerca de 41% / 42% de ocupação, o que para o ano passado nesse período foi uma ocupação média alta, assim teve um aumento da ocupação seguida dos primeiros meses da pandemia. 

A rede de hotéis Novotel e Ibis, está com taxa de ocupação máxima de 60%. Conforme a rede, a movimentação vem aumentando significativamente na região. “A tendência é que o aumento para o fim de ano seja bem maior. Só teremos um índice médio de ocupação para dezembro quando estivermos mais próximo”, diz a empresa. 

Bulbol reitera que graças ao dinamismo da vacinação, muitos segmentos estão apostando num panorama melhor. “O processo vacinal tem feito o brasileiro ficar mais seguro e confiante para viajar. Há alguns meses não tínhamos nem movimento. Estávamos estagnados. Hoje, o número é a sinalização de retomada”, disse o Roberto Bulbol. 

Destino seguro

O presidente da Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas), Sérgio Litaiff Filho, ressalta que o turismo foi uma das atividades mais impactadas durante a pandemia. E no Amazonas a grande maioria das pessoas estão com a imunização em dia, o que encoraja a vinda de turistas ao Estado. Além disso, o Amazonas tem o selo Safe Travels (Viagens Seguras em português), do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (World Travel & Tourism Council – WTTC), representando um indicador de saúde e segurança para os viajantes, o que significa que o Amazonas está entre os destinos que cumpreim todos os protocolos de segurança contra a Covid-19. “Isso dá a todos os turistas a garantia de que o Amazonas é um destino seguro”. 

Litaiff informa que a Amazonastur elaborou seu plano de retomada em 2020 e até agora está implementado as estratégias para o retorno das atividades turísticas como: Implementação do auxílio estadual a profissionais do turismo, apoio aos empresários com o Turismo em Movimento nos municípios, participação em Feiras Nacionais, capacitações, 6.150 vagas em 20 cursos gratuitos de qualificação profissional e a Realização do I Festival Amazonas de Turismo.

“Esse pontapé inicial é fundamental para a retomada, tendo em vista que o turismo foi a atividade que mais sofreu e sofre os impactos da pandemia da Covid-19, portanto essas ações visam posicionar o Estado do Amazonas como um destino seguro e propício para tão importante atividade econômica que é o turismo, visando aproveitar a tendência pós pandemia quanto ao turismo característico de nossa região, que é o turismo de natureza, ecoturismo, pesca esportiva e etc.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
Pesquisar