Os chamados partidos nanicos de Manaus parecem navegar no mesmo mar de incertezas pelo qual os partidos grandes seguem ancorados.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) pretendem manter a tradição de lançar candidaturas ideológicas, mas ainda não definiram de que forma isso será feito. Em 2010, nas últimas eleições estaduais, os três partidos conseguiram juntos um total de 12.777 votos (ou 0,85% dos votos válidos), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E é justamente de olho nesses votos, e de um possível aumento no reduzido tempo de TV, que PCB, PSOL e PSTU estudam a possibilidade de formarem uma chapa única de esquerda, a chamada “Frente de Esquerda Socialista”.
De acordo com o presidente do Diretório Estadual do PCB, Luiz Navarro, as conversas existem, mas nenhuma decisão concreta ainda foi tomada. “Nós estamos discutindo para ver se lançamos um único candidato majoritário para os três partidos, mas ainda não tem nada decidido”, pontuou Navarro, que na última eleição a governador obteve 5.726 votos (ou seja, 0,38% do total, o maior percentual entre os três partidos).
Este é o mesmo discurso apresentado por Fernando José Lobato, presidente do Diretório Estadual do PSOL. Segundo ele, o partido vem realizando reuniões semanais para definir os rumos da legenda para o pleito de outubro, mas ainda não definiu uma estratégia. Além da formação da Frente de Esquerda Socialista, Lobato revela que o partido analisa outra possibilidade, fato que tem causado uma divisão interna no partido: “Há uma vertente dentro do partido que defende a formação da Frente junto a PCB e PSTU. Outro grupo defende um apoio do PSOL à candidatura de Serafim Corrêa, do PSB. Ainda não há nada definido, mas provavelmente seguiremos um desses dois caminhos”, destacou o presidente. Em 2010, o candidato do PSOL ao governo, Luiz Carlos Sena, alcançou 2.723 votos, ou 0,18% do total.
Nanicos também vivem indefinições
Em: 12 de junho de 2012
Os chamados partidos nanicos de Manaus parecem navegar no mesmo mar de incertezas pelo qual os partidos grandes seguem ancorados.
Redação
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