Norte tem fraca geração de emprego

Em: 14 de outubro de 2013
Dados do MTE mostram que a região criou bem menos que a metade das demais em 2012
Dados do MTE mostram que a região criou bem menos que a metade das demais em 2012

O Amazonas teve saldo positivo de 18,4 mil empregos gerados em 2012, com variação positiva de 3,09% em relação ao ano anterior. O resultado final acima da média nacional de 2,48%. Os resultados constam na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) 2012, divulgada na sexta-feira (11) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O resultado do Amazonas, porém, não impediu que a região Norte tivesse o menor crescimento quantitativo entre as grandes regiões, com avanço de 59,4 mil empregos.
A região Sudeste foi a que teve o melhor desempenho na criação de postos de trabalho formal em 2012. Em números absolutos, foram mais de 584,9 mil empregos gerados, o que representou aumento de 2,49% em relação a 2011. A região Centro-Oeste, em contrapartida, foi a que registrou o melhor desempenho percentual, com o aumento de 3,74% das vagas –144 mil postos a mais.
O segundo menor resultado foi no Nordeste, com 132,5 mil vagas a mais. Em percentuais, o Nordeste registrou a taxa mais baixa de criação de postos de 2011 a 2012, 1,56%. O Norte ficou com o segundo pior resultado, com aumento de 2,32% no período nesta comparação.
A Bahia foi o único Estado em que houve fechamento de vagas, 9 mil postos de trabalho em 2012. De acordo com o Ministério do Trabalho, isso se deve ao desempenho negativo da indústria de calçados, que, sozinha, fechou 7,1 mil empregos no ano passado.
O Estado com o melhor resultado foi São Paulo, com a criação de mais de 370 mil vagas; seguido pelo Paraná (113,3 mil) e pelo Rio de Janeiro (112,6 mil) –o que contribuiu para o desempenho positivo das regiões Sul e Sudeste. Os Estados que menos geraram empregos foram Roraima (1,7 mil), Sergipe (2,6 mil) e Tocantins (3,5 mil) –o que, somados ao resultado negativo da Bahia, também contribuíram para o desempenho inferior do Norte e do Nordeste.

Carteira assinada

A geração de empregos formais caiu pela metade de 2011 para 2012. No ano passado, foram criados cerca de 1,1 milhão de postos de trabalho – tanto em regime de carteira assinada quanto no serviço público. No período anterior, foram aproximadamente 2,2 milhões. O resultado de 2012 foi ainda pior se comparado ao de 2010, quando foram criados 2,8 milhões de empregos.
Em 2012, o emprego formal com carteira assinada teve crescimento de 3,46%, com a criação de 1,3 milhão de postos. No serviço público, sob o regime estatutário, houve declínio de 1,76% dos vínculos empregatícios, com o fechamento de mais de 152 mil postos.
“Tal comportamento mantém a trajetória de crescimento do emprego ininterrupta. Tanto o emprego celetista quanto o estatutário evidenciaram comportamento mais desfavorável ao ano anterior”, informou o ministério em nota.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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