“O PT não é uma camisa de força”

Em: 19 de maio de 2011
O deputado estadual José Ricardo Wendling não acredita em represálias da parte da Comissão Estadual Executiva do Partido dos Trabalhadores em relação ao seu comportamento parlamentar na Aleam
O deputado estadual José Ricardo Wendling não acredita em represálias da parte da Comissão Estadual Executiva do Partido dos Trabalhadores em relação ao seu comportamento parlamentar na Aleam

O deputado estadual José Ricardo Wendling não acredita em represálias da parte da Comissão Estadual Executiva do Partido dos Trabalhadores em relação ao seu comportamento parlamentar na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas).
“O PT não é uma camisa de força”, diz.
José Ricardo não vê contradição alguma entre as suas atitudes na tribuna e o estatuto que rege o partido, como explicou ontem ao Jornal do Commercio ao comentar seus choques com o líder do governo e seu colega na ALE e no partido, deputado Sinésio Campos, nas últimas semanas.
“O estatuto partidário prevê que o parlamentar, dentro do Poder Legislativo, deve cumprir sua função de fiscalizar e legislar, agora quem está, em nome do partido, dentro do Poder Executivo vai fazer aquilo que o partido determina, uma missão em uma secretaria, etc, mas os parlamentares não são submissos, não são subservientes, não devem obrigações ao Poder Executivo”, salienta.
No entender de José Ricardo, o estatuto partidário não o impede de se manifestar livremente sobre as ações do governo do Estado.
“Nada impede a nossa manifestação, principalmente, em caráter de fiscalização, porque essa é nossa obrigação, e o partido protege isso porque é justamente isso o que o partido defende”, destaca, reforçando que “o PT não é uma camisa de força”.
A filosofia petista – diz o deputado – é bastante ética quanto ao comportamento dos seus parlamentares em nível nacional quando se trata da fiscalização das ações dos poderes públicos.
Ele diz que é essa filosofia que norteia sua atividade parlamentar na ALE, onde apresentou projeto de lei sugerindo que o orçamento do Estado seja submetido a audiências públicas nos municípios antes de ser encaminhado à apreciação dos deputados.
O parlamentar deixou claro que não se incomodará com possíveis críticas dentro do partido.

Sinésio

O deputado José Ricardo também não vê nenhum problema de relacionamento com o colega parlamentar Sinésio Campos, líder do governo na ALE, por causa de suas atitudes no parlamento.
“Cada um de nós tem uma postura, ele é amigo do governador, que o colocou como líder na Assembleia, e se ele não quer ter uma postura de fiscalização essa é uma opção dele em relação aos seus eleitores, eu estou fazendo a minha parte fiscalizando os recursos aplicados no Estado e que são frutos de parceria com o governo federal”, assinala.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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