O setor industrial apresentou redução de mais de 3,6 mil postos de trabalho no período de janeiro a julho deste ano com variação negativa de 2,54%. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) ontem. A construção civil apresentou queda de 3 mil vagas. O Caged registra os números dos empregos formais.
No primeiro semestre o segmento fabril registrou cerca de 33,5 mil admissões e mais de 37,1 mil desligamentos. Os dados referentes ao mês de julho mostram 5 mil admissões e pouco mais de 5,3 mil demissões. No total foram menos de 326 vagas de trabalho com variação negativa de 0,23%.
De acordo com os dados do Caged, o segmento da construção civil apresentou, nos primeiros meses, mais de 14,3 mil admissões e pouco mais de 17,3 mil demissões com variação negativa de 7,84%. Em julho esses números foram de mais de 1,5 mil contratações e cerca de 1,9 mil desligamentos. O setor teve queda de 380 vagas de emprego com variação negativa de 1,09%.
O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas – substituto, Breno Ortiz, considera que os números ainda estão sob o efeito pós-Copa e acredita que o segundo semestre deve trazer melhores resultados. “A construção civil continua se mostrando negativa, ainda sob o efeito pós-Copa, porém, o leve crescimento apresentado neste mês em relação a junho, gera expectativa de estabilização do saldo de empregos desse setor até o final do ano,” declarou Breno Ortiz.
Segundo o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Eduardo Lopes, esse é o terceiro mês consecutivo que o setor apresenta resultados negativos, o que para ele é preocupante. Lopes afirma que os números do Caged condizem com a realidade do segmento no âmbito estadual que sofre os reflexos da ausência de novas obras e do período de chuvas. “Isso mostra que o desaquecimento do setor é mais forte do que pensávamos. É o reflexo da falta de obras. As empresas estão preocupadas em lançar os empreendimentos que estão em conclusão. Vivemos um momento negativo”, lamentou.
Lopes ainda disse que acredita em melhores resultados a partir deste mês devido a chegada do verão. “O segundo semestre sempre é melhor do que o primeiro. O período de inverno é desfavorável ao setor”, declarou.
No âmbito geral, o mercado de trabalho amazonense sofreu uma redução de mais de 4,6 mil postos de trabalho, com uma variação negativa de 0,98%.
Outro setor que também apresentou redução de ofertas de emprego nos primeiros sete meses de 2014 foi o do comércio. Foram admitidos mais de 29,3 mil funcionários e mais de 29,9 mil demitidos com a redução de 660 postos de emprego. A variação foi negativa de 0,70%. Por outro lado, em julho, esses índices foram positivos com mais de 3,8 mil contratações, 3,5 mil desligamentos e um saldo positivo de 383 vagas. A variação foi de 0,41%.
Para o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, apesar do resultado do mês de julho ter sido positivo com relação a oferta de emprego, ainda não é tempo de comemorar. Ele ressalta que o comércio vive maus momentos. “Tivemos um primeiro semestre ruim e com demissões. Deveríamos ter melhores índices e maiores admissões por conta dos diversos investimentos feitos na capital ultimamente. O resultado de julho está abaixo do esperado e mostra a incerteza econômica que estamos vivendo”, disse. “Nossa esperança está em um segundo semestre com melhores resultados”, completou.
Oferta de empregos diminui no AM
Em: 22 de agosto de 2014
Redução principal foi no setor industrial, sentida principalmente na construção civil
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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