Paraguai tem interesse em fazer parcerias no PIM

Em: 17 de abril de 2008
Empresários do PIM se prepara para, em maio, conhecer os benefícios oferecidos ao setor pelo paraguários, que em março visitaram a ZFM com a mesma finalidade.
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Empresários do PIM se prepara para, em maio, conhecer os benefícios oferecidos ao setor pelo paraguários, que em março visitaram a ZFM com a mesma finalidade.

O PIM (Pólo Industrial de Manaus) se prepara para conhecer os benefícios oferecidos pelo Paraguai às empresas brasileiras. No final de março, o país enviou uma delegação à capital amazonense para conhecer as vantagens do pólo e incrementar as relações comerciais com a região. Em maio, será a vez da ZFM (Zona Franca de Manaus) fazer o caminho inverso. Durante a visita, a delegação estrangeira, que incluía empresários, entidades de classe e representantes do governo, esboçou interesse em promover um intercâmbio envolvendo os pólos de informática e de duas rodas. A intenção seria fornecer componentes para o primeiro e importar peças do segundo. Mas, de acordo com as lideranças que acompanharam a visita, não está descartada a hipótese do país vizinho instalar fábricas no pólo. Do lado brasileiro, a intenção é verificar as condições oferecidas pelo Paraguai para a instalação de novas indústrias de capital estrangeiro, principalmente no que se refere a infra-estrutura e qualificação técnica dos trabalhadores. A Lei de Maquila, uma iniciativa do governo paraguaio para incentivar a exportação, atrai interesse. As empresas paraguaias são incentivadas a produzir com componentes importados, pagando 1% sobre o faturamento do produto final. O manufaturado deve ter 40% de insumos nacionais, o que inclui mão-de-obra. A atividade é direcionada à exportação, mas há a possibilidade da firma internar 10% da produção, a partir do segundo ano de atuação. Aficam diz que namoro está no início “Por enquanto, ainda não se fechou nenhum acordo, é um namoro que pode demorar algum tempo”, assinalou o presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviço do Pólo Industrial do Amazonas), Antonio Carlos Lima. Integraçaõ industrial O Paraguai tem 45 projetos de Maquila implantados, sendo que parte significativa é de capital brasileiro. A zona exportadora responde por 3.500 empregos e faturamento anual no valor de US$ 130 milhões. Lá, o salário mínimo é de US$ 120 e os encargos sociais não ultrapassam 34% –no Brasil, chegam a 108%. Segundo Lima, o governo brasileiro tem interesse em promover uma integração industrial com o país vizinho, mas solicitou às lideranças da ZFM que fizessem o intercambio, juntamente com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), dada a experiência e vocação da região como área incentivada. “Só alertamos que não adianta fabricar o que já fazemos com eficiência. Nosso interesse é que o Paraguai se torne um distrito de produção para que nos ajude a combater o contrabando, mas queremos desenvolver parceiros e não concorrentes”, frisou o dirigente. Para o diretor executivo da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Moacyr Alberto Paes, não é interessante para o pólo de duas rodas, que hoje dispõe de 17 organizações, entre empresas instaladas e projetos aprovados, que a integração seja feita apenas com a importação de componentes. A concorrência, segundo ele, seria desleal, uma vez que a lei paraguaia permite exportar com percentual inferior de insumos nacionais. Abraciclo quer estudo amplo “É importante como uma primeira aproximação, mas a Abraciclo defende o crescimento com responsabilidade e um estudo mais amplo para a criação de uma política industrial para o segmento de motocicletas. Queremos tecnologia e oportunidades de emprego, sem prejudicar as organizações já instaladas. Não gostaríamos de repetir experiências anteriores em que as empresas vieram para aproveitar um bom momento econômico e não ficaram”, declarou Moacyr Paes. A perspectiva de redução de tempo no translado dos insumos com a entrada de mais um fornecedor de insumos, desta vez mais perto do Brasil, anima o segmento de informática. Hoje, para vir dos países asiáticos –os maiores fornecedores do pólo– até Manaus, os componentes levam 45 dias de navio, em média. Partindo do Paraguai, o insumo levaria em torno de 15 dias

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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