Conhecidos geralmente por suas atuações e cargos, os políticos do Estado têm, ao longo dos anos, procurado obter um maior aperfeiçoamento profissional. Exemplo disso é a grande quantidade de políticos com um ou mais diplomas de nível superior nas Casas Legislativas do Estado.
Somente na ALE (Assembleia Legislativa do Estado), 18 dos 24 deputados possuem diploma de nível superior. A bancada da ALE divide-se entre: médicos, advogados, economistas, administradores, professores e comunicólogos.
Os advogados são a maioria na banca, somando seis pares. Dentre eles estão os deputados: Belarmino Lins (PMDB), Conceição Sampaio (PMDB), Chico Preto (PP), David Almeida (PMN), Marcelo Ramos (PSB) e José Ricardo (PT).
Eles são seguidos pelos profissionais da medicina: Dr. Vicente Lopes (PMDB), Wilson Lisboa (PcdoB) e Francisco Campos (PV). O restante divide-se entre administradores (3), economistas (1), professores (2), universitários (2), religiosos (5) e comunicólogo (1).
O comprometimento com a qualificação também é sentido na CMM (Câmara Municipal de Manaus), onde 23 dos 32 parlamentares possuem formação superior, e o restante divide-se em universitários ou técnicos. As atividades exercidas pelos vereadores são as mais variadas, e vão da medicina ao turismo.
Na CMM, ao contrário da ALE, a profissão que mais se destaca é a medicina, cinco vereadores são médicos: Homero de Miranda Leão (PHS), Issac Tayah (PTB), Dr. Denis (PTB), Dr. Modesto (PT do B) e Francisco Gomes (PMN). Logo depois está o Direito, na Casa a quantidade de advogados é inferior a da Assembleia, apenas 4 parlamentares são formados na área.
São eles Gilmar Nascimento (PSB), Massami Miki (PSL), Leonel Feitoza (PSDB) e Mário Frota (PDT). Os demais se dividem entre empresários, jornalistas, economistas e técnicos.
Pouca representatividade
Para o sociólogo Wilson Nogueira, a busca por qualificação profissional dos políticos, pouco representa para a qualidade do trabalho que ele desempenha perante as Casas Legislativas. “Esse fator não influencia nas políticas públicas, nem sempre os políticos que se elegem através de determinadas classes, levantam a bandeira da profissão depois que são eleitos”, analisou.
De acordo com Nogueira, é o comprometimento com a função política que faz a diferença entre ser ou não um bom político. “Vivemos em uma democracia que chamo de ‘Democracia Capitalista’, o que mais vemos é que os políticos estão a cada dia vinculando-se mais ao poder econômico. A lógica nem sempre é seguida, é falso pensar que os políticos/profissionais vão defender exclusivamente seus setores”, ressaltou.







