A atividade industrial apresentou recuo em outubro e o faturamento do setor caiu 0,2%, enquanto as horas trabalhadas, caíram 0,3%, em comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais. A utilização da capacidade instalada foi 0,5 ponto percentual menor, conforme indicador dessazonalizado. Os dados são da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta quarta-feira, 4 de dezembro, pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Sem a dessazonalização, a indústria registrou aumento no faturamento de 2,4%, devido à existência de um dia útil a mais em outubro, na comparação com setembro. No entanto, a taxa de crescimento do faturamento no acumulado até outubro reduziu para 8% ante 8,2% no acumulado até setembro.
Porém, após descontar os efeitos de sazonalidade e de calendário, houve recuo de 0,3%. Essa é a maior queda do dado dessazonalizado, na comparação com o mês imediatamente anterior, desde janeiro de 2007.
Emprego estável
Apesar da queda na produção, o emprego ficou praticamente estável frente a setembro, registrando crescimento de 0,1%, conforme o indicador dessazonalizado. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o emprego expandiu-se 3,9%. Com o resultado de outubro, o emprego, na comparação anual, acumula expansão por 35 meses consecutivos. Os setores que mais abriram postos de trabalho foram outros equipamentos de transporte (19,3%) e máquinas e equipamentos (11,9%).
Salários menores
De acordo com o levantamento, o crescimento dos salários também perdeu intensidade. Em comparação a setembro, a massa salarial real recuou 0,6%.
Os três setores que mantêm em queda a massa salarial no acumulado do ano são madeira, couros e calçados, e vestuário.
A indústria operou, em média, com 84,6% da capacidade instalada, mesmo indicador do mês anterior. Entretanto, o indicador dessazonalizado ficou em 82,9%, o que representa uma redução de 0,5 ponto percentual em comparação com setembro. Na média do acumulado dos meses de janeiro a outubro, frente ao mesmo período do ano anterior, o indicador mantém a diferença de 0,9 pontos percentuais pelo terceiro mês consecutivo.







