PF pede quebra de sigilo de George Lins

Em: 9 de dezembro de 2010
A Polícia Federal no Amazonas pediu ontem à Justiça a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa Land Engenharia Ltda, de seu preposto George Lins e de mais três pessoas
A Polícia Federal no Amazonas pediu ontem à Justiça a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa Land Engenharia Ltda, de seu preposto George Lins e de mais três pessoas

A Polícia Federal no Amazonas pediu ontem à Justiça a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa Land Engenharia Ltda, de seu preposto George Lins e de mais três pessoas. O objetivo é investigar suposto crime de lavagem de dinheiro e possível irregularidade na execução de convênio de R$ 12,2 milhões entre a Prefeitura de Tefé (AM) e o Ministério da Defesa.
A Land foi contratada para fazer a obra para contenção de erosão e urbanização da orla do município.
Na semana passada, George Lins foi detido dentro de uma agência bancária, em Manaus, sacando R$ 2,6 milhões do contrato, sem a obra ter iniciado. A PF apreendeu R$ 2,3 milhões. O restante, segundo a PF, Lins havia aplicado em operação financeira do banco. Liberado após prestar depoimento, ele negou irregularidades no convênio.
George Lins é irmão do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Belarmino Lins, e do deputado federal Átila Lins, ambos do PMDB. À reportagem, o prefeito de Tefé, Sidônio Trindade Gonçalves (PHS), disse que autorizou a ordem de pagamento. O dinheiro, segundo ele, veio de uma emenda parlamentar do deputado Átila Lins.
A PF fez também operação de busca a documentos do contrato da Land na sede da Prefeitura de Tefé e na empresa do contador do município, na capital amazonense. O chefe do Grupo de Repressão a Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro, delegado Eduardo Izel, disse que pediu o cancelamento do convênio entre a prefeitura e o Ministério da Defesa. “Vamos esperar as informações da quebras de sigilos para fazer os indiciamentos”, disse o delegado Izel. Segundo ele, outras empresas ligadas a família Lins são alvo de inquéritos abertos pela PF que investigam supostas irregularidades com contratos públicos e obras fantasmas.
A reportagem não localizou o advogado do empresário George Lins para comentar o caso. O prefeito Sidônio Gonçalves foi cassado no dia 25 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob a acusação de ocupar um mandato pela quarta vez consecutiva, mas continua no cargo porque a decisão ainda não foi publicada. Ele diz que a ação da PF é perseguição política.
O deputado Belarmino Lins divulgou uma nota à imprensa em que afirma ter comparecido à sede da PF, na semana passada, para prestar apoio moral e solidariedade ao irmão.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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