Produção amazonense é destaque negativo

Em: 11 de novembro de 2013
Estado registrou recuo de 1,5% em relação a agosto e de 3,4% na comparação com setembro de 2012
Estado registrou recuo de 1,5% em relação a agosto e de 3,4% na comparação com setembro de 2012

O aumento no ritmo da produção industrial nacional na passagem de agosto para setembro, série com ajuste sazonal, foi observado em seis dos 14 locais pesquisados, com destaque para Bahia (6,8%), Rio de Janeiro (4,4%) e Goiás (4,1%). O Amazonas está entre os destaques negativos, com queda de -1,5% em relação a agosto, e de -3,4% na comparação com setembro de 2012.
O maior avanço foi observado na Bahia (6,8%), seguido por Rio de Janeiro (4,4%) e Goiás (4,1%). Porém, no trimestre encerrado no mês de setembro, a indústria nacional registrou queda de 1,4%, ante trimestre imediatamente anterior, interrompendo dois trimestre consecutivos de altas.
Na análise regional, nove dos 14 locais pesquisados também mostraram perda de dinamismo entre o segundo e terceiro trimestre de 2013, com destaque para Pernambuco, que passou de 4% para -5%, Bahia, que passou de 3,1% para -1,5%, e Amazonas (de 0,6% para -3,2%). No caso de São Paulo, a taxa passou de -0,2% no segundo trimestre para -2,6% no terceiro.
Por outro lado, Pará (de -2,6% para 5,7%) e Goiás (de -0,8% para 3,2%) registraram os maiores ganhos entre os dois períodos
No início deste mês, o IBGE já havia revelado que a produção industrial brasileira em setembro havia mostrado expansão de 0,7%, ante agosto. O resultado ficou abaixo das expectativas de mercado, que previam avanço entre 1% e 1,5%.
O fraco desempenho em nível nacional foi influenciado, em grande medida, pela queda da produção nas fábricas do Estado de São Paulo. Responsável por cerca de 40% do volume de produção industrial do país, a indústria paulista perdeu ritmo e caiu 0,3% de julho a setembro, após uma alta de 5,2% no segundo trimestre. O bom desempenho de então puxou para cima a taxa em nível nacional –que subiu 4,4%, contra uma avanço bem mais moderado no terceiro trimestre (0,8%).
Apesar de a maioria das regiões ter registrado expansão do segundo para o terceiro trimestre –9 entre os 14 pesquisados pelo IBGE –, muitas áreas importantes, além de São Paulo, tiveram queda ou registraram desaceleração –como Rio de Janeiro e Amazonas, ambos com altas de apenas 0,5% no terceiro trimestre. Oito das nove regiões com crescimento perderam dinamismo, diz o IBGE.
Já dentre os Estados com desempenho negativo, está Minas Gerais (-2,2%), importante parque fabril do país especialmente na cadeia automotiva e na extração de minério de ferro –os dois setores tiveram no trimestre o mais fraco desempenho do período, segundo o IBGE.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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