A produção de home theater na ZFM (Zona Franca de Manaus) registrou retração de 12,48% de janeiro a outubro de 2007 em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de 268.054 mil unidades foi produzido nos primeiros dez meses deste ano contra 306.282 mil aparelhos de home theater fabricados em igual intervalo de 2006.
Segundo o presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, a queda do produto foi motivada pela alteração do sistema de transmissão de TV brasileiro.
No acumulado do ano passado, o pólo produziu 398.075 mil home theaters. Deste total, as indústrias já fabricaram neste ano 67,34%. Para alcançar ao menos o mesmo resultado de 2006, as empresas teriam que registrar a produção de 130.021 mil unidades somente no último bimestre deste ano. Na comparação mês a mês, a produção de home theater apresentou queda em seis dos dez meses iniciais, inclusive em outubro (22.269 mil aparelhos), registrando decréscimo de 53,36% em relação ao décimo mês do ano passado (47.747 mil unidades).
Até outubro de 2007, o faturamento das empresas foi de US$ 69.719 milhões, enquanto que em 2006, a receita total das fabricantes chegou a cerca de US$ 125.948 milhões. A diferença contabilizada é de US$ 56.229 milhões, o montante que as empresas deveriam faturar nos últimos dois meses de 2007 para alcançar o mesmo índice do ano passado, segundo os indicadores de desempenho do PIM (Pólo Industrial de Manaus), divulgados recentemente pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
O presidente do Sinaees explicou que a transição do sistema de televisão analógico para o digital tem causado a retração das vendas de determinados produtos eletroeletrônicos. “As pessoas estão indecisas sobre quais produtos devem adquirir e quais deles se ajustam ao novo sistema”, contou. Além disso, o home theater é, conforme Périco, por si só um artigo limitado, voltado para as classes A e B. “Os consumidores deste produto são especificamente os mais favorecidos”, comentou.
Segundo o executivo, a instabilidade atinge todo o segmento eletroeletrônico neste ano. Confirmando a informação de Wilson Périco, os indicadores da Suframa mostram que o setor apresentou queda de 6,02% no faturamento, considerando o período de janeiro a outubro deste ano ante 2006. Os resultados foram negativos no primeiro semestre na comparação mês a mês. Mas, a receita das empresas do eletroeletrônico obteve leve crescimento no trimestre julho/setembro, voltando a cair no mês de outubro.
“Nossa expectativa é restabelecer a produção não apenas do home theater, mas dos produtos eletroeletrônicos de maneira geral”, comentou Périco. O segmento, que é liderado pelas TVs, verifica hoje o crescimento da demanda dos televisores de LCD (tela de cristal líquido) em substituição aos modelos convencionais (tubo de imagem).
Comércio em alta
Em contrapartida, o comércio varejista obteve crescimento das vendas de home theater.
O gerente-geral da City Lar, Mário Portela, disse que a projeção é encerrar o ano com incremento de 15% na comercialização do produto. “Vendemos em média 20 home theaters mensalmente”, assegurou o executivo. Os preços dos aparelhos variam entre R$ 234 e R$ 4.600. A loja oferece home theater das marcas Britânia, CCE, Philips, LG e Sony.
Na Mirai Panasonic o aumento nas vendas dos aparelhos alcançaram alta de 50%, segundo a gerente geral, Gláucia Santos. “A expectativa para dezembro é obter aumento de 50% na saída de home theater em relação a 2006”, disse.
De acordo com a gerente, a alta no período natalino é esperada porque os consumidores estão com uma renda maior com o recebimento do 13° salário. A Mirai comercializa apenas home theater da marca Panasonic com preços que vão de R$ 486 a R$ 972.







