Déficit alcançado no penúltimo mês de 2007 foi de US$ 1.3 bilhão

Em: 20 de dezembro de 2007
Mas, para efeito do resultado de novembro, essa conta teve seu valor reduzido de -US$ 3,8 bilhões para -US$ 3,7 bilhões
Mas, para efeito do resultado de novembro, essa conta teve seu valor reduzido de -US$ 3,8 bilhões para -US$ 3,7 bilhões

No que diz respeito a transações correntes, o fato novo é o déficit alcançado em novembro de US$ 1.3 bilhão, contra resultado negativo de US$ 42 milhões no mês anterior. O que levou a esse resultado negativo não foi uma variação significativa em serviços e rendas, um item relevante na formação do resultado em transações correntes e que tem alcançado valores muito elevados nos dois últimos anos.

Mas, para efeito do resultado de novembro, essa conta teve seu valor reduzido de -US$ 3,8 bilhões para -US$ 3,7 bilhões. O fator destacado, o determinante do déficit maior em TC foi a redução do saldo comercial em novembro, que alcançou US$ 2,0 bilhões, contra valores que oscilaram entre US$ 3,3 bilhões e US$ 3,5 bilhões entre os meses de julho e outubro. É certo que em meses de novembro o saldo comercial tende a ser menor, devido ao impulso das importações para as vendas de fim de ano, mas os dados provisórios de dezembro do saldo comercial mostram que nesse mês o mais baixo saldo comercial deverá se repetir, quando normalmente registrasse recuperação.

Se isso é ou não sinal de que o saldo comercial brasileiro está alcançando um novo patamar significativamente mais baixo do que foi em 2007, é algo que só teremos certeza ao longo dos três primeiros meses de 2008, mas a indicação é que sim, sendo que para o ano que vem devemos ter novamente transações correntes em valor negativo, como, alias, é a previsão do Banco Central, cuja estimativa é de um valor de -US$ 3,5 bilhões.

Mesmo para 2007 o Banco Central já prevê resultado em transações correntes próximo a zero, US$ 2,4 bilhões, o equivalente a apenas 0,2% do Produto Interno bruto, ao passo que em 2006 o superávit chegou a US$ 3,6 bilhões, ou 1,3% do PIB.

Tem muito pouco tempo que o Brasil superou uma fase que lhe custou muito caro, em que prevaleceram elevados déficits externos, para que agora, apenas quatro anos após ter voltado a gerar superávits, regredir mais uma vez para a condição de deficitário, mesmo que seja “pouco” deficitário.

Para 2008, não será dramática essa reversão, mas não será um sinal positivo – pelo contrário – para um país que já se considerava curado da aguda vulnerabilidade externa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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