Impulsionado pela estabilidade da economia local, o pólo de duas rodas do Amazonas vem apresentando excelente desempenho de produção este ano. Segundo informações divulgadas ontem pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), as indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus) foram responsáveis pela industrialização de 1.472.707 de motocicletas no acumulado dos oito primeiros meses de 2008.
Os dados da associação apontaram ainda que a produção de motocicletas deste período superou a do mesmo intervalo de 2007, quando foram fabricadas 1.163.541 unidades. “Acreditamos que a produção anual de motos seja de 23% maior a produção anual de 2007 e chegue a 2,04 milhões”, informou o presidente da Abraciclo, Paulo Takeushi.
A consolidação da aceitação e escolha do produto no mercado interno se destaca na pesquisa da Abraciclo. De acordo com informações da entidade, somente em agosto foi registrada a comercialização de 178.092 unidades, um crescimento de 23% se comparada ao mês anterior, quando foram vendidas 144.757. “A facilidade de aquisição é um grande contribuinte para incrementar produção do equipamento. Afinal uma motocicleta pode ser até 20% mais barata que um automóvel”, frisou o presidente da entidade.
Além da praticidade, as várias opções de modelos e os preços acessíveis são outros fatores que contribuem para a alta demanda de produção e comercialização de motos no país. “A moto vem se destacando como um produto eficaz e econômico, além das empresas oferecerem os mais diversos modelos, cilindradas e tamanhos”, observou o presidente Takeushi.
Fortalecimento das indústrias
A direção da associação destacou que 90% das indústrias de motos já estão filiadas a entidade, e esse percentual deve chegar a 98% até o fim deste ano. Dessa forma, a Abraciclo espera contribuir cada vez mais para o fortalecimento das indústrias de duas rodas do PIM.
Parceria com o Mdic
Segundo Takeushi, a Abraciclo está atuando em parceria com o Mdic (Ministério do Desenvolvimento e Comércio e Indústria e Comércio Exterior) e a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para ajustar o PPB (Processo Produtivo Básico), que visa agregar maiores valores à produção de outras indústrias do DI (Distrito Industrial), que concentra um grande número de fábricas de componentes que estão aptas a fornecer insumos para a produção do pólo local de motocicletas.
A Abraciclo também tem se mostrado preocupada com emissões de gases poluentes das motos, e para solucionar esse problema ambiental, a entidade pretende firmar convênio com a Suframa para a montagem de um laboratório a ser utilizado pelas indústrias de motos do PIM. Conforme o presidente da abraciclo, apenas as fábricas da Honda e Yamaha possuem laboratório para fazer esse tipo de medição, e um laboratório desse tipo é fundamental para o controle das emissões por parte das demais fabricantes de motocicletas do DI.
Atualmente, existem 18 empresas no Amazonas que já produzem, ou tem projetos aprovados para a industrialização de motocicletas na ZFM (Zona Franca de Manaus). Entre as empresas de motos filiadas à Abraciclo, estão as empresas Honda, Dafra, Harley Davidson, Sundown, Kasinski e Yamaha, além das indústrias de bicicletas Caloi e Prince Bike, que juntas geram 20 mil empregos diretos, e cerca de 60 mil indiretos.
A associação com sede no Estado de São Paulo, estuda a possibilidade de abrir uma filial em Manaus nos próximos anos, já que no Amazonas se concentra um grande número de indústrias de veículos de duas rodas.







