Reunião define operação “Tapa Buraco”

Em: 11 de setembro de 2008
A superintendente da Suframa, Flávia Grosso, anunciou que a autarquia aceitou propositura do governador do Amazonas de dispensar participação do Cieam
A superintendente da Suframa, Flávia Grosso, anunciou que a autarquia aceitou propositura do governador do Amazonas de dispensar participação do Cieam

Por unanimidade entre os conselheiros, foi aprovada, ontem, durante a 14ª reunião extraordinária do CAS (Conselho de Administração da Suframa) a obrigartoriedade de licitação para as obras de revitalização das ruas do Distrito Industrial e a tomada de providências urgentes em relação às interrupções de energia elétrica para as indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Ao abrir a reunião, a titular da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Flávia Grosso, frisou que a autarquia aceitou a propositura do governador Eduardo Braga de dispensar a participação do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas) do processo licitatório para contratação da empresa que deverá executar as obras de reparo das pistas. Segundo a superintendente, foi acordado com o Ministério Público Federal que a Suframa receberá ajuda da Prefeitura de Manaus na execução dos trabalhos, caso seja caracterizada situação emergencial para a fluidez do trânsito e da logística das empresas do PIM.
Apesar de concordar que novembro é o início da temporada de chuvas na Amazônia, Flávia Grosso explicou que a ‘operação tapa-buraco’ será intensificada logo de início para não ser prejudicada pelo mau tempo, ressaltando a busca pela fluidez no trânsito de cargas para evitar um possível colapso no abastecimento das indústrias. “Por isso, nos dois meses que faltam para terminar o verão e no restante do período, deveremos contar com a preciosa ajuda da prefeitura que estará fazendo a manutenção, conforme vai ser acordado no momento em que o projeto de revitalização estiver em curso, simultaneamente com a conclusão do processo licitatório”, ressaltou Flávia.
O empresário Dário Gomes Vedana, atuante no setor de transporte e logística, disse ver com alívio o aceno positivo das autoridades para a solução da fluidez de cargas, apontada como um dos maiores gargalos da indústria local. No entendimento do executivo, a recuperação da massa asfáltica das vias de acesso do Distrito Industrial vai minimizar os prejuízos com peças de reposição e prazos de entrega ao destinatário. “Não há como culpar alguém, mas foi bom ouvir da própria superintendente Flávia Grosso que esse problema será solucionado em pouco tempo”, desabafou.
Em entrevista exclusiva para o Jornal do Commercio, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o balanço das empresas, no primeiro semestre e também no ano passado, indica que o empresariado não tem do que reclamar, já que a rentabilidade das indústrias está maior até que a dos bancos. A autoridade reconheceu que as reclamações são normais e disse ainda que o papel do empresário é insistir e reivindicar, assim como dos trabalhadores, e o governo tem que arbitrar essas reclamações. “Eu reclamei muito quando estava do outro lado e acho absolutamente normais as reclamações”, observou.
Durante a reunião, o titular da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), Djalma Mello, pediu a retirada do item 9 da pauta, onde se lia que a própria Sudam havia submetido ao Condel (Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) uma proposta para regulamentar os setores da economia considerados prioritários para o desenvolvimento regional. Segundo o executivo, o surgimento do decreto 6.539/08, onde se estabelece critérios para o enquadramento de projetos industriais de instalação, diversificação ou modernização total, além da ampliação ou modernização parcial de empreendimento, para efeito de redução do imposto sobre a renda e adicional, calculados com base no lucro da exploração, deixou de fora setores tradicionais do PIM. “Os produtos óticos, descartáveis, além dos segmentos de brinquedos e papel/papelão, por exemplo, não foram considerados prioritários para o desenvolvimento da Amazônia, apesar de serem segmentos com projetos aprovados no CAS há mais de 20 anos. Por isso, o pedido de vista”, asseverou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar