De acordo com o estudo da Serasa Experian, o Amazonas é o quarto Estado brasileiro que mais vai se beneficiar com a análise do Agro Score, ferramenta específica para o agronegócio que avalia o perfil dos produtores rurais e disponibiliza aos credores uma visão mais transparente sobre cada tomador de crédito.
Um estudo inédito da Serasa Experian revelou um cenário positivo para a concessão de crédito aos produtores rurais. Na comparação com modalidades tradicionais de análise, a adoção da inteligência específica para o agronegócio pode fazer com que 40,4% dos trabalhadores do campo passem a ter score acima de 500.
No Amazonas, o ganho fará com que 24,7% dos trabalhadores do campo passem a ter score acima de 500. Ou seja, a análise da nova ferramenta trará aos produtores rurais da região um melhor perfil de crédito diante dos seus credores, possibilitando melhores ofertas das linhas de crédito, com juros mais baratos e valores mais altos de acordo com cada necessidade.
“A avaliação dessa solução é mais assertiva, pois são levados em consideração os riscos do comportamento financeiro do produtor no mercado e sua relação com a inadimplência relacionada ao agronegócio. Por isso, a solução específica para o setor foi desenvolvida com modelagem estatística avançada para atender as peculiaridades do agronegócio”, destacou o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.
O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária), Muni Lourenço, aprova o modelo. “Iniciativas ou tecnologias que possam ampliar o crédito rural são sempre bem-vindas. É essa a ideia do novo score do agronegócio, a base de desenvolvedores pode aumentar em 40,4% o número de produtores rurais com boa pontuação de crédito”.
O Agro Score considera em sua análise o desempenho do produtor rural no mercado financeiro de cooperativas de crédito, comércio atacadista, indústrias do agronegócio, insumos, fertilizantes, maquinário agrícola, entre outros indicadores.

A análise por Estados brasileiros mostrou que a região Norte (variação média de até 23,2%) é a mais beneficiada pelo Agro Score, em relação à melhora da pontuação dos produtores rurais.
O recorte por faixa etária mostrou que aqueles com mais de 60 anos tiveram o maior salto na pontuação, já que marcaram alta de até 22,4% em comparação com as modalidades tradicionais de análise entregues pelo mercado. Os agricultores com idade entre 51 e 60 anos também tiveram destaque, crescendo aproximadamente 21,4%.
O crédito rural tem sido fundamental para fomentar a produção agrícola e, cada vez, mais esse recurso é solicitado para dar suporte aos trabalhadores do campo no país. Com a combinação de dados em uma análise customizada, os produtores têm mais chances de acessar linhas de crédito com melhores taxas de juros e investir com segurança em insumos necessários para suas atividades rurais”, finaliza Pimenta.
Segundo o especialista, a solução, que ajuda a preencher a lacuna de informação que ainda existe nessa área, facilita ao setor agrícola a aquisição de um crédito de qualidade para financiar suas atividades e mitiga os riscos de concessão para os credores”, explica o head de agronegócio da Serasa Experian.
Regiões
No Nordeste a variação média de até 21,1% são as mais beneficiadas pelo Agro Score, em relação a melhora da pontuação dos produtores rurais. Desta forma, eles podem otimizar sua tomada de crédito por meio da avaliação assertiva dos credores. A região Sudeste marcou 20,9%, seguida pela Centro-Oeste (20,3%) e Sul (15,3%).
Levantamento
O Estudo de Impacto do Agro Score foi realizado em março de 2023, com uma amostra de cerca de 9 milhões de donos de propriedades rurais e/ou que possuam empréstimos e financiamentos na modalidade rural e/ou agroindustrial no Cadastro Positivo. A solução atribui uma pontuação de 0 a 1000 a cada produtor. Quanto mais alta é a pontuação, maior é a chance de que ele cumpra os compromissos financeiros com empresas relacionadas ao agronegócio (comércio atacadista, indústrias, insumos, fertilizantes e maquinário agrícola), mercado financeiro e cooperativas de crédito.






