A culminância do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) 2025, promovida pela Amatra XI em parceria com o SESI Amazonas, marcou o encerramento das atividades do projeto com uma solenidade repleta de emoção e reconhecimento. O evento no dia 6, no Clube do Trabalhador (SESI Amazonas), reuniu gestores, professores, pedagogos e estudantes das escolas SESI Manaus e SESI Iranduba.
Durante a cerimônia, os alunos apresentaram trabalhos criativos e reflexivos sobre temas como trabalho decente, sustentabilidade, combate ao trabalho infantil, assédio e discriminação, demonstrando o impacto transformador da iniciativa. Os melhores projetos foram premiados em diversas categorias, evidenciando o protagonismo estudantil e o compromisso da rede SESI com a formação cidadã.
Reconhecimento e compromisso com a educação
O evento contou com a presença do desembargador Davi Alves de Mello Júnior, vice-presidente do TRT da 11ª Região, diretor da Amatra XI e coordenador regional do TJC, que foi homenageado durante a cerimônia. Ao lado da gerente da Escola SESI Dr. David Nóvoa, Viviane Cecília Barroso, o magistrado entregou as premiações aos estudantes vencedores.
Para Mello, a culminância simboliza os valores centrais que o programa busca promover. “A importância é enorme. É uma alegria conviver com essa juventude, que representa o futuro do nosso estado. Levemos para nossas casas trabalho, justiça e cidadania, pois o trabalho gera riqueza e a justiça nos faz iguais”, destacou.
O desembargador também ressaltou a dimensão que o projeto vem ganhando: “O TJC tem alcançado abrangência nacional e transformado vidas por meio do conhecimento e do diálogo. Já alcançamos todas as escolas do SESI do Amazonas e, no próximo ano, seguiremos para Roraima.”
Expansão e impacto positivo
A gerente Viviane Barroso celebrou o crescimento do programa dentro da rede SESI. “Iniciamos de forma tímida, ainda durante a pandemia, e hoje o TJC já chegou a diversas cidades do Amazonas. É gratificante ver como essa parceria enriquece nossas escolas e desperta o senso de cidadania em nossos alunos”, afirmou.
Segundo ela, o projeto é fruto do empenho coletivo das equipes pedagógicas e docentes. “Trabalhamos o ano inteiro com dedicação, e ver o resultado desse esforço no entusiasmo dos alunos é extremamente recompensador”, completou.
Premiação dos estudantes
As escolas SESI David Nóvoa Alvarez, em Iranduba, e SESI Escola de Referência Dra. Emina Mustafa, em Manaus, foram destaques na edição 2025 do TJC. Os alunos participaram de atividades nas modalidades vídeo e desenho, abordando temas como assédio moral, trabalho infantil e sustentabilidade.
Em Iranduba, estudantes do ensino fundamental se destacaram na categoria Desenho Individual, com avaliações realizadas por uma comissão da Amatra XI. No 4º ano, Júlia Letícia Coelho e Renan Brayan Barroncas da Silva conquistaram o primeiro lugar em suas turmas, enquanto no 5º ano a vencedora foi Sarah Vitória do Nascimento Dácio.
A pedagoga Claudiane Mendes, da Escola SESI David Nóvoa Alvarez, ressaltou o impacto educativo do projeto. “Nosso objetivo é mostrar a importância do TJC, especialmente ao abordar temas como o trabalho infantil. Já participamos há quatro anos, e ver nossos alunos aqui é muito significativo”, afirmou.
Ela explicou que as atividades envolvem um processo de formação também para os professores: “As docentes são capacitadas pela Amatra e repassam esse aprendizado aos alunos, que têm a oportunidade de refletir e tirar dúvidas sobre temas sociais e trabalhistas.”
Em Manaus, a Escola SESI Emina Mustafa destacou-se nas categorias de vídeo por turma. O grupo do 9º Ano 31 conquistou o primeiro lugar com o vídeo Assédio Moral Vertical, seguido pelos projetos do 9º Ano 28 e 9º Ano 29, que abordaram Sustentabilidade e Trabalho Decente. Entre as turmas do ensino médio, o 1º Ano 33 venceu com o vídeo Negação da Infância, seguido do 1º Ano 34 e do 1º Ano 35, que trabalharam o tema Saúde Mental e Exaustão no Mundo do Trabalho.
O estudante Adrian Pietro, representante da turma campeã do 9º Ano 31, comentou a experiência. “Nosso vídeo mostrou como o assédio moral ainda é uma realidade em algumas empresas. Queremos conscientizar sobre a gravidade desse problema e incentivar as pessoas a denunciarem”, explicou.
Para ele, o aprendizado foi o principal ganho.
“Mais do que o prêmio, o que valeu foi a experiência e o conhecimento adquirido.”







