Redução do ‘Custo Manaus’ é principal preocupação do varejo

Em: 6 de junho de 2011
Apesar da execução das obras de infraestrutura estarem direcionadas principalmente para o período da Copa, a redução do ‘custo Manaus’ –diminuição da logística para o comércio– segue sendo a principal preocupação dos empresários do setor
Apesar da execução das obras de infraestrutura estarem direcionadas principalmente para o período da Copa, a redução do ‘custo Manaus’ –diminuição da logística para o comércio– segue sendo a principal preocupação dos empresários do setor

Apesar da execução das obras de infraestrutura estarem direcionadas principalmente para o período da Copa, a redução do ‘custo Manaus’ –diminuição da logística para o comércio– segue sendo a principal preocupação dos empresários do setor.
Foi o que enfatizou o presidente da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Ezra Benzion, durante reunião na última quinta-feira, 2, quando as obras e investimentos de portos e rodovias no Amazonas para os próximos quatro anos foram detalhados pelo coordenador geral de hidrovias e portos interiores, Wilson Cruz e pelo superintendente do DNIT/AM-RR (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes de Amazonas e Roraima), Afonso Lins Junior.
“O custo com transporte é o que mais pesa na logística. Nós temos problemas geográficos enormes e precisamos estabelecer parceria com esses órgãos para que se possa melhorar a situação dos empresários do setor”, destacou Benzion.
O vice-presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, destacou que os custos com a logística estão vinculados a fatores como tempo, valor do frete, burocracia e disponibilidade dos meios de transporte. “Sofremos com burocracia excessiva. Manaus tem o seguro mais caro do País na questão do frete, e cada meio de transporte possui vários gargalos”, lamentou.
Ele avalia que ações como a entrega da BR-319, anunciada para dezembro de 2013, são importantes, mas não suficientes “Obras como essa resolvem apenas se forem aliadas a outras. Só a estrada, o porto, ou o aumento de capacidade de armazenagem dos aeroportos, isoladamente, não surtem o efeito necessário”, ressaltou.

R$ 1,5 bi para as estradas

Durante a reunião, o superintendente do DNIT/AM-RR, Afonso Lins, anunciou um investimento em estradas de R$ 1,5 bilhão para os próximos quatro anos. O valor foi aprovado pelo PPA (Programa Plurianual) do órgão, fechado em 27 de maio.
Segundo ele, o objetivo é concluir a restauração da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. “Faltam 400 quilômetros. Em dois verões finalizaremos a restauração, tornando possível para quem quiser assistir aos jogos da Copa vir a Manaus pela rodovia. Além disso, facilitará muito o transporte de cargas”, prometeu.
A pavimentação da Transamazônica (BR-230), com a substituição de 44 pontes de madeira por estruturas de concreto ao longo da rodovia, prevista pelo PPA, e a finalização da ponte do Rio Madeira, prometida para o final do próximo ano, também foram destacadas.
Em relação aos portos, o comandante Wilson Cruz reforçou o anúncio feito anteriormente de investimentos de R$ 89,6 milhões que serão empregados na adequação do Roadway, na ampliação do ‘Cais das Torres’ e do retroporto, com previsão de entrega para dezembro de 2013.

R$ 6.000

Este é o valor aproximado do custo do
transporte de um contêiner de 40 pés da China para Manaus. Para fazer o mesmo transporte entre Manaus e São Paulo, o valor pago seria de R$ 8.500.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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