A incerteza do brasileiro com relação ao futuro e a redução do crédito para capital de giro gerados pelos efeitos da crise financeira internacional afetou em cheio o ritmo do mercado imobiliário, o que levou a uma redução do Sinape (Índice Nacional da Construção Civil), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Federal. Em novembro, o indicador subiu 0,81% em novembro, desacelerando 0,14 ponto percentual em relação a outubro (0,95%). Este foi o menor resultado desde maio, quando a taxa havia ficado em 1,87%. No ano, o índice acumula alta de 11,05%, e para 11,89% em doze meses. Em novembro de 2007, houve avanço de 0,48%.
O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 667,21 (outubro) para R$ 672,62 (novembro), sendo R$ 393,20 relativos às despesas com materiais e R$ 279,42 com a mão-de-obra.
A componente materiais (1,05%) apresentou desaceleração de 0,43 ponto percentual em relação a outubro (1,48%). Por outro lado, a parcela de mão-de-obra, pressionada pelos reajustes salariais de alguns Estados, avançou 0,25 ponto percentual, ficando em 0,47% contra 0,22% de outubro.
No ano, os materiais subiram 13,08%, bem acima de igual período do ano passado (4,59%). A parcela do custo referente à mão-de-obra aumentou 8,31% até novembro, também mostrando aceleração, porém mais moderada, em comparação aos 6,22% de 2007.
Nos últimos doze meses a alta dos materiais atingiu 13,79%, ficando acima da variação dos doze meses imediatamente anteriores (13,12%). O acumulado da mão-de-obra (9,32%) ficou muito próximo dos doze meses anteriores (9,36%).
No mês passado, as regiões Nordeste e Norte registraram alta de 1,37% e 0,96%, respectivamente bem acima da média nacional. Ainda acima da média nacional (0,81%) ficou a região Centro-Oeste (0,87%), situando-se abaixo dela o Sul (0,56%) e o Sudeste (0,53%).
A região Norte apresentou os acumulados mais elevados no ano (12,76%) e nos últimos doze meses (13,73%).
Ritmo menor desacelera índice para 0,81%
Em: 10 de dezembro de 2008
A incerteza do brasileiro com relação ao futuro e a redução do crédito para capital de giro gerados pelos efeitos da crise financeira internacional afetou em cheio o ritmo do mercado imobiliário, o que levou a uma redução do Sinape
Redação
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