RMM segura setor imobiliário do AM

Em: 4 de março de 2015

A crise econômica nacional não distanciou o amazonense da realização do sonho da compra da casa própria. A aposta imobiliária para este ano, segundo o Sindimóveis (Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas) é a comercialização de residenciais localizados na Região Metropolitana de Manaus, nos municípios de Iranduba, Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo. Até o final de 2015 mais de dez empreendimentos devem ser inaugurados.
A assessora da presidência do Sindimóveis, Márcia Cohen, informa que nos últimos meses houve um registro do aumento na procura por imóveis localizados nos municípios próximos à Manaus, com destaque à Iranduba. Os novos empreendimentos são divididos entre condomínios fechados, apartamentos e residências que estão em fase de construção. “Somente no Iranduba existem mais de dez mil lotes em negociação”, disse.
De acordo com Márcia, o cliente que busca uma moradia em uma área próxima à capital desconsidera a distância entre o município e Manaus por conta da disponibilidade das opções de lazer que estarão mais próximas. “Existe o grupo de clientes que busca aquele local apenas por opção de moradia, e também há o grupo dos querem facilidade no acesso às alternativas de lazer”.
A assessora destaca que desde 2014 o segmento imobiliário tem obtido bons resultados, que segundo ela, são surpreendentes por conta das mudanças que atingem o cenário econômico nacional. A expectativa do sindicato é que em 2015 haja um crescimento nas vendas em torno de 10%, em comparação ao último ano. “Esperávamos que no início do ano as vendas fossem mais fracas devido ao pagamento das despesas anuais como matrícula escolar e IPVA. Mas a situação foi bem diferente. Quem vem de fora de Manaus procura um imóvel para alugar”, cita.
Márcia explica que os ajustes econômicos pelos quais o Brasil passa nos 2 últimos anos resulta na maior preocupação e cuidado do cliente antes de efetuar a compra de um imóvel. Ela destaca a diminuição da ocorrência de lançamentos por parte das construtoras e consequentemente, a alta nos estoques das empresas. Daí, surge a necessidade da realização de ofertas promocionais. “As pessoas temem o que pode acontecer quanto à economia e a política brasileira. Daí, têm mais cuidado com as compras, pesquisam, pedem informações sobre a nova regra para os financiamentos imobiliários e querem saber sobre o custo-benefício e os juros”, disse. “Mas, descarto a possibilidade de uma ‘bolha’, que é a grande quantidade de imóveis parados no mercado”, completa.

Priscila Caldas
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Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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