A queda dos juros cobrados pelos bancos virou ponto de honra para o governo. Na última sexta-feira (13), a presidente Dilma Rousseff atribuiu às altas taxas o entrave para o crescimento da economia brasileira, e deixou claro que deseja ver as instituições privadas seguirem os bancos oficiais e derrubarem o que o jargão econômico convencionou chamar de spread diferença entre os juros obtidos pelos bancos no mercado e o que cobram de seus clientes.
“É muito importante a gente perceber o que está em questão, hoje, no Brasil. Temos de desmontar alguns entraves ao nosso crescimento sustentável e continuado. Esses entraves podem ser assim resumidos na necessidade de colocarmos os nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital”, disse. Dilma voltou ao assunto quando discursava de improviso para uma das plateias mais afoitas por crédito barato, a de empresários. A reação foi imediata. Mal a presidente terminou a frase, aplausos ecoaram no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O bombardeio do governo contra os juros foi intensificado na semana passada, quando Caixa e Banco do Brasil anunciaram redução de suas taxas. Na quinta-feira à noite (12), o HSBC foi o primeiro banco privado a seguir as instituições públicas. Também na quinta, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, elevou o tom sobre o assunto, dizendo que cabe às instituições, e não ao governo, diminuir suas margens para baratear o crédito. Foi claramente uma reação ao argumento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de que a “bola estava com o governo” após a entrega de mais de 20 propostas à Fazenda. O ministro, porém, interpretou a lista como cobrança e não gostou de ser colocado na parede.
Logo depois do discurso de Dilma, o presidente da CNI, Robson de Andrade, disse apoiar “integralmente” a estratégia do governo na batalha contra os juros elevados. “Temos certeza de que os spreads podem ser reduzidos”.
Segundo Andrade, a expectativa era de que essa diferença já tivesse começado a ser vista com o início das negociações em torno do cadastro positivo, mas que o setor acabou se frustrando.
Spread bancário vira ponto de honra para o governo
Em: 16 de abril de 2012
O bombardeio do governo contra os juros foi intensificado na semana passada, quando Caixa e Banco do Brasil anunciaram redução de suas taxas
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

CNI avalia que Política Nacional de Minerais Críticos fortalece a indústria brasileira
17 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Marisa Monte são indicadas
17 de setembro de 2026

Campanha de Lula aciona TSE e pede direito de resposta após propaganda eleitoral de Flávio
17 de setembro de 2026

Anúncio com a ressalva ‘só para rodar’ é sinal de documentação irregular
17 de setembro de 2026

Conselho sobre minerais críticos é detalhado com 18 competências e reforça teor geopolítico
17 de setembro de 2026

Brasil Soberano 3 começa a receber pedidos de empréstimos de empresas
17 de setembro de 2026

Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025
17 de setembro de 2026

Píer provisório do Chibatão segue para Itacoatiara e reforça logística durante vazante
17 de setembro de 2026