Supermercados mantêm previsão de crescimento de 4,3% para este ano

Em: 12 de setembro de 2008
A alta registrada nos preços dos alimentos, com destaque para as commodities, verificada no último semestre, não alterou o cenário nas lojas supermercadistas
A alta registrada nos preços dos alimentos, com destaque para as commodities, verificada no último semestre, não alterou o cenário nas lojas supermercadistas

A alta registrada nos preços dos alimentos, com destaque para as commodities, verificada no último semestre, não alterou o cenário nas lojas supermercadistas. Alguns consumidores das classes populares migraram para produtos mais baratos a fim de evitar os preços elevados do arroz e do feijão nos últimos meses, mas este comportamento não chegou a alterar significativamente a realidade do varejo. Agora, os empresários deste segmento constatam a volta à normalidade, com a inflação arrefecendo e os produtos da cesta básica começando a registrar deflação.
 Nos últimos 14 anos, o reajuste de preços praticados pelos supermercadistas têm sido abaixo dos valores apresentados pelos indicadores de inflação. Desde o Plano Real, enquanto o IPA/FGV (Índice de Preço Atacado) registrou variação de 364% e o IPC/FIPE (Índice de Preços ao Consumidor) 177%, o IPS/APAS (Índice de Preços dos Supermercados) subiu 94%. “Isso mostra a disposição dos supermercados em acirrar as negociações com seus fornecedores, a fim de oferecer ao consumidor preços mais competitivos”, destacou o presidente da Apas, João Sanzovo.

Renda e salário

 A questão dos preços, aliada ao aumento da renda dos assalariados, ampliou o faturamento dos supermercados, mas não alterou a previsão de crescimento de 4,3% descontada a inflação do período, conforme estimativa do segmento em São Paulo no início de 2008. Segundo o vice-presidente de comunicação da Apas, Martinho Paiva Moreira , os consumidores migraram para marcas mais baratas ou produtos alternativos, mas não deixaram de comprar os itens que tiveram forte alta no primeiro semestre.
“O mais importante é que o desejo de compra permaneceu constante.” Em 2007, o setor faturou R$ 136,3 bilhões no Brasil, sendo R$ 42,2 bilhões no Estado de São Paulo”, comentou o executivo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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