Taxa cai para 7,7% em fevereiro

Em: 27 de março de 2013
Resultado do Banco Central ainda é considerado elevado, apesar da redução de 0,2 ponto percentual em relação a janeiro
Resultado do Banco Central ainda é considerado elevado, apesar da redução de 0,2 ponto percentual em relação a janeiro

A taxa de inadimplência do crédito com recursos livres para as famílias chegou a 7,7%, em fevereiro, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Houve redução de 0,2 ponto percentual em relação a janeiro. No mês passado, a taxa de inadimplência alcançou o mesmo patamar registrado em dezembro de 2011.
Na avaliação do chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, essa taxa ainda é elevada, mas pode indicar uma tendência de queda. “Não é um processo consolidado. É preciso aguardar para ver se isso consolida como uma tendência”, disse.
Maciel acrescentou que a redução da inadimplência não está concentrada em uma modalidade específica. Na avaliação dele, a queda é resultado do aumento da renda da população, o que favorece a capacidade de pagamento. Além disso, a redução das taxas de juros observada no ano passado fez com que o custo da dívida ficasse menor.
Neste início de ano, as taxas de juros voltaram a subir. De janeiro para fevereiro, a taxa de juros do crédito para pessoas físicas, com recursos livres, subiu 0,5 ponto percentual, para 35,1% ao ano. A taxa média de juros para pessoas físicas de todas as operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,2 ponto percentual, para 24,9% ao ano, de janeiro para fevereiro.
“Esse comportamento endossa a ideia de que as taxas de juros, após a queda que durou quase um ano, alcançaram um novo patamar”, disse Maciel.
O aumento dos juros é reflexo da alta da taxa de captação de recursos pelos bancos, que passou de 7,8% para 8,2% ao ano, de janeiro para fevereiro, no total para pessoas físicas e jurídicas. De acordo com Maciel, o custo de captação reflete a percepção dos agentes sobre a conjuntura internacional, a inadimplência, os riscos, a inflação e as perspectivas de taxas de juros. Com a alta da inflação, o mercado financeiro espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC eleve a taxa básica de juros, a Selic, que serve de referência para as taxas de juros.
Maciel também informou que foram mantidas as projeções para o crédito este ano. A estimativa do BC para o crescimento do saldo das operações de crédito este ano é 14%. A expectativa é que o saldo das operações de crédito represente 55% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Transparência

O governo federal divulgou na última quinta-feira um conjunto de medidas para disciplinar e tornar mais transparente a cobrança de tarifas bancárias por parte das instituições. Assim, alguma delas, a partir de agora, terão prazo de reajuste (no mínimo a cada seis meses), enquanto outras serão isentas. Ao todo foram três resoluções do CMN (Conselho Monetário Nacional).
A regra valerá a partir do dia 30 de abril de 2008. A intenção é evitar o risco de inadimplência por conta do desconhecimento do clientes sobre alguns dos serviços bancários oferecidos, inlcuindo operações de crédito.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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