A Yamaha do Brasil injetou em torno de R$ 10 milhões para atuar no sistema Linha Azul, que torna mais ágil os processos de importação e exportação da empresa. O montante foi aplicado em ajustes técnicos e operacionais com intenção de atender aos requisitos necessários exigidos pela Receita Federal do Brasil. Há dois anos, a companhia japonesa buscava a concessão para operar no também chamado Despacho Aduaneiro Expresso.
Os recursos foram aplicados na instalação de sistemas de monitoramento eletrônico (como câmeras de segurança) em locais onde estão estocados os produtos e treinamento de pessoal, de acordo com o diretor institucional da companhia, Jaime Matsui. Em relação às exigências da Receita, o cumprimento das questões tributárias e fiscais foi o ponto que teve maior relevância para o órgão federal, que realizou uma auditoria na empresa.
O novo sistema trará uma série de benefícios para a fábrica do segmento de duas rodas. Segundo o executivo, a Linha Azul vai garantir maior agilidade na fiscalização e na programação das compras de insumos em outros países e nas vendas de produtos para o exterior. “Do ponto de vista da importação será necessária uma área de estocagem menor, porque o desembaraço será mais rápido”, comentou.
A concessão torna a Yamaha uma das três fábricas do PIM (Pólo Industrial de Manaus) e a única do segmento de duas rodas habilitada a despachar por esse processo aduaneiro. Além da nipônica, a Nokia do Brasil e a Samsung já obtiveram permissão da Receita para atuar na Linha Azul.
Processo vai reduzir custos, aponta vereador
O vereador Massami Miki parabenizou a empresa pela conquista da concessão. “Essa liberação demonstra que a Yamaha é uma empresa séria que está em pleno desenvolvimento”, comentou.
Segundo Miki, a expectativa é que a ação incremente o processo produtivo da companhia e minimize o custo nas questões do comércio exterior.
Porém, ao contrário do que se supunha, Jaime Matsui afirmou que a indústria não espera com o início da atuação no Despacho Aduaneiro Expresso incrementar o volume de exportação. “Em função do câmbio, hoje não é favorável exportar”, disse. A meta para 2008 é alcançar o mesmo volume de vendas externas contabilizadas no ano passado, que chegou a 40 mil motocicletas. Já a produção somou 264.641 mil motos e 8.725 motores de popa em 2007.
Para este ano, o diretor institucional da companhia projeta registrar a marca de 360 mil unidades produzidas, o que representaria crescimento de 36%. Hoje, a empresa emprega 3.521 pessoas, sendo que 200 delas foram contratados ainda no início deste ano. “A nossa expectativa é gerar mais 500 postos de trabalho ainda em 2008”, disse Jaime Matsui. Em 2010, a Yamaha planeja chegar a ter 5.564 funcionários, ampliando em 39% o quadro de empregados.
Expandir
rede
O total de investimentos previstos para este ano somam R$ 200 milhões. Para 2010, a estimativa é aplicar R$ 300 milhões, conforme o diretor-financeiro e de TI (Tecnologia da Informação), Mário Rocha. “Também pretendemos expandir a rede de concessionárias em todo o Brasil, passando de 454 postos de vendas para 600 neste ano”, informou. Hoje, a Yamaha encerrou 2007 com market share de 15%. Para 2008, a projeção é ampliar a participação no mercado para 30%.
De acordo com Mário Rocha, a empresa produz 11 modelos de motocicletas e três de motores de popa de 15, 25 e 40 HP. Os insumos importados pela Yamaha são oriundos de dez países, vindos principalmente do continente asiático. No total, a empresa possui 120 fornecedores de São Paulo e 35 locais. Já as vendas externas têm como destino 34 países, entre eles estão Estados Unidos, Espanha, França, África do Sul e da América Latina.







