O vereador Marcelo Serafim (PSB) disse ontem (20), no pequeno expediente da CMM (Câmara Municipal de Manaus), que a Zona Franca de Manaus devolve 18 bilhões reais aos cofres do Governo Federal a título de renúncia fiscal. Segundo o parlamentar, os discursos de alguns políticos dão a entender que o Estado do Amazonas está mal informado para defender os seus próprios interesses. “A Suframa e a SEFAZ precisam fornecer dados suficientes para fazermos as análises de forma coerente”, afirmou o parlamentar.
“Dos 24 bilhões de renúncia fiscal da Zona Franca de Manaus, voltam para os cofres do Governo Federal 18 bilhões, de outros impostos como PIS e COFINS. Logo, a renúncia é de apenas 6 bilhões e com vantagem para os consumidores que são os paulistas e sulistas”, argumentou Marcelo.
De acordo com o vereador, o Amazonas é polo produtor, mas não polo consumidor, pois este, sim, está no Sudeste do país, que é o mais beneficiado com os nossos produtos e a renúncia fiscal. “Este fato não é incluído nos discursos e debates, é necessário que a nossa bancada federal faça coro de que a renúncia beneficia o Brasil”, destacou.
Da tribuna da CMM, Marcelo Serafim falou que é preciso rever a prorrogação da ZFM por mais 50 anos “Não adianta prorrogar se não tiver um escoamento e internet de qualidade para mantermos as empresas na Zona Franca de Manaus”, criticou. O vereador também alfinetou sobre a “boa receptividade” que o deputado federal Marco Maia (PT/RS) teve quando veio a Manaus. “Este parlamentar foi bem recebido pelas lideranças políticas de nossa cidade, e logo ele que ficou sentado por dois anos sobre a PEC da ZFM, ele chegou a cidade e foi tratado como amigo do Pólo Industrial de Manaus. Isso é brincar com a cara do amazonense ou mostra o total desconhecimento do que acontece em Brasília”, desabafou.
ZFM dá R$ 18 bi ao Governo Federal
Em: 21 de março de 2013
A região Sudeste é a mais beneficiada, afirma vereador socialista, que polemiza a prorrogação do modelo
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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