Consumo em supermercados no Amazonas diminui em outubro

Em: 15 de dezembro de 2021
Amase (Associação Amazonense de Supermercados), registrou retração de 2,5% em relação ao volume de vendas nos supermercados.

Amase (Associação Amazonense de Supermercados), registrou retração de 2,5% em relação ao volume de vendas  nos supermercados. A retração é o reflexo da alta da inflação que impactou o consumo das famílias. O percentual difere do resultado da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) que teve alta de 4,95% no percentual de consumo em outubro.

Entre os fatores para a queda apontados pelo  vice-presidente da Amase, Ralph Assayag, estão a alta na inflação e a abertura de novas lojas no ramo. “O resultado dessa inflação alta afeta o poder aquisitivo do consumidor. E a abertura de novos negócios no segmento  resulta em divisão de mercado, passando a ter queda em relação à unidade”.

O percentual registrado no Estado em outubro é o mesmo que os números de setembro, ou seja, em agosto o resultado foi de 1,5%, ou seja, três meses de queda consecutiva. Na outra via, os produtos como grão, óleo e carne continuam subindo, os itens tiveram aumento médio de 30% nos preços de  janeiro a outubro  de 2021. 

Ralph vem reforçando nas entrevistas que a baixa no consumo retrata a mudança no comportamento das famílias que já vem seguindo um momento em que há uma grande substituição de produtos. “O consumidor tem mudado a marca predileta de produtos e diminuindo a compra de itens que se enquadram no seu orçamento por causa da inflação paralelo a isso temos registrando menor consumo”. 

Aposta no Natal

Tradicionalmente o último mês do ano é positivo para o setor, ou seja, dezembro não é comprado a nenhum outro mês do ano. Para Ralph, a tendência é que os resultados melhorem. “No mês de dezembro nós temos crescimento de 50%, mas se compararmos sobre o mesmo Natal do ano passado, período em que as lojas estavam fechadas e a crise da Covid estava muito forte. Se comparar a 2019 teremos um incremento de 9 a 10%”. 

Índices nacionais 

Apesar do índice ter apresentado desaceleração de 0,24%  na relação entre outubro de 2020 e 2021, o consumo manteve sua trajetória positiva nos dez primeiros meses do ano e acumulou alta de 3,14%, segundo monitoramento mensal realizado pela entidade.  

De acordo com a associação, a alta do custo da energia elétrica e dos combustíveis impactaram o resultado até outubro.  “O IPCA acumulando alta de 10,67%, e o IPCA alimentos  subindo 11,71% afetaram o consumo das famílias brasileiras, que com menor poder aquisitivo, selecionam itens para colocarem em seus carrinhos”, avaliou Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS e que apresentou o índice em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9). “O setor já está se preparando para as datas de grande consumo, como Natal e Ano Novo, ofertando produtos e realizando promoções, que caibam no bolso de todos brasileiros”, disse.

Cesta

A Abras apresentou também o índice Abrasmercado, composto por uma cesta de 35 produtos de largo consumo, como alimentos (incluindo cerveja e refrigerante), higiene, beleza e limpeza doméstica.

No mês de outubro, o gasto com produtos da cesta manteve a tendência de alta e fechou em R$ 700,04, aumento de 2,20% em relação a setembro (R$ 684,99). No comparativo com outubro do ano passado, a cesta ficou mais cara em 17,27%. Cuiabá (MT) apresentou a cesta mais barata do país (R$ 540,07), e a Grande Porto Alegre (RS), a mais alta, no valor de R$ 795,45.

Os grandes vilões da alta do preço, na comparação entre setembro e outubro deste ano, foram o tomate (+28,77%) e a batata (+24,05%), que registraram aumento significativamente maior que os produtos que vêm em seguida, como o frango congelado (+ 6,33%), o café torrado e moído (+ 6,11%) e o açúcar (+ 4,79%). A cebola, o feijão e o extrato de tomate tiveram as maiores baixas com queda de  5,17%, 2,27% e 1,95%, respectivamente.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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