“O tempo passa, o tempo voa”. Era assim o início de uma propaganda televisada de determinado banco há muitos anos. Bem verdadeira, por sinal. Mas, afinal, o que significa, de fato, o tempo? Tempo cronológico e não relativo ao clima. Bem, eis um questionamento, talvez, muito subjetivo. Pense comigo um pouco: qual a diferença, de vida, de um natimorto e de um centenário? Tempo vivido! Partindo desta premissa, vamos elaborar uma dinâmica com o nosso cérebro: quando o centenário se vai, do nosso mundo terreno, o que ele leva consigo? Apenas as suas lembranças, ou seja, o conjunto de memórias construídas na vida? Mas, estou considerando que o nosso centenário estava com as faculdades mentais em excelente estado. Ou seja, não tinha esquecido de tudo passado. Então, ter vivido muito é diferente de não ter vivido nem um minuto? Sim e não. Sim, pois, para nós, que ainda estamos por aqui, o diferencial foi o tempo de vida de ambos. E não, porque, na mente de cada um, as referências são elencadas com o tempo. Como exemplo: uma Ferrari tem um valor para uma menina de 3 anos bem diferente de um jovem de 25 anos. O valor que cada um dá ao objeto, tem a ver com o acúmulo de experiências de vida, isto é, com o tempo e as referências aprendidas. Então, infiro que aquela pessoa que teve alguns segundos de vida, apenas nos deixa tristes e com saudade. E tem diferença para a família do centenário? Quando ouvimos a frase “nada supera a experiência”, pode-se afirmar que massageia o ego dos idosos, como eu. Mas, será que tem fundamento? Tem sim! Na minha forma de analisar a vida, na minha perspectiva, o ser humano não evoluiu. As ferramentas, sim. E nesse contexto, destaco os avanços da tecnologia presente nas atividades da Medicina e das comunicações. Claro, que os estudos e conclusões produzidos pela NASA, bem como a produção de armas de destruição em massa, também atingem níveis excepcionais, a cada dia. De fato, nós, seres humanos, desde o início, temos internalizados a curiosidade e a sanha de poder. E, também, urinamos, defecamos, fazemos sexo, bebemos água e nos alimentamos igual ao ancestrais de Neandertal. Ah, os puristas vão criticar porque naquele tempo se comia carne crua e hoje ela é cozinhada e temperada etc. Mas, o ato de se alimentar, é o mesmo. E isso mostra que a nossa evolução foi e é apenas aparente. Criamos coisas que nos permitem viver mais, ou seja, para que tenhamos mais tempo de vida. Mas, no fim, será que realmente vai importar? Afinal, por que vivemos? Fica a pergunta. E “nada detém a marcha inexorável do tempo”. Talvez, o tempo seja, de fato, a única forma real de eternidade, pois sempre existirá. E a vida segue! Com cervejas! Geladas!















