O faturamento dos cinco primeiros meses do PIM (Polo Industrial de Manaus) aumentou 59,60% frente a igual período de 2009. Os dados dos Indicadores de Desempenho do PIM divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) apontam que o faturamento saltou de US$ 8.29 bilhões (2009) para US$ 13.23 bilhões (2010). O resultado também supera o acumulado dos cinco meses de 2008, nos meses pré-crise, quando o faturamento somou US$ 12.27 bilhões.
Na comparação com maio de 2009 (US$ 1.99 bilhão), o faturamento do quinto mês de 2010 foi 44,55% superior, atingindo US$ 2.89 bilhões. Já a comparação com abril apresentou leve recuo de 0,35%. No mês anterior, as vendas somaram US$ 2.90 bilhões contra US$ 2.89 bilhões de maio.
Segmento eletroeletrônico
O segmento eletroeletrônico puxou os números para cima e respondeu por 34,37% do faturamento com US$ 1.07 bilhão. No acumulado até maio, totaliza US$ 4.55 bilhões, um crescimento de 76,61% sobre o igual período de 2009. O polo de duas rodas correspondeu a 20,66% do geral com US$ 621.51 milhões e acumulado de US$ 2.73 bilhões, alta de 48,55% em relação aos cinco meses do ano passado.
A TV LCD (display de cristal líquido) atingiu alta de 181,83% no acumulado de janeiro a maio, com 3,018 milhões de unidades contra 1,067 milhão do igual período do ano passado, refletindo a força da Copa junto ao consumidor, além da gradual redução dos preços e da substituição dos aparelhos de tubo (CRT).
Para a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Skrobot Barbosa Grosso, os bons resultados tanto no faturamento quanto no emprego, desenham um cenário otimista para o segundo semestre. “O PIM segue sua trajetória de crescimento, superando o ano difícil que foi 2009 e recuperando a geração de empregos o que é muito importante”, destaca a superintendente.
O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, lembra que já existia uma perspectiva de crescimento da indústria desde o inicio do ano. “O Brasil vai bem e a Zona Franca de Manaus também vai bem. Se o percentual de 7% de crescimento que é previsto para este ano se mantiver, haverá alta em quase todos os setores da economia e o PIM sairá ganhando”, assinalou.
O dirigente salienta, contudo, que não adianta o PIM ser forte se o retorno é mínimo. “Nosso maior problema hoje está na falta de uma infra-estrutura decente. Não adianta nossa economia crescer a ponto do PIB ter uma estimativa de 7% ao ano, se aqui a Infraero não tem estrutura para armazenar produtos. Outro percalço é à questão da burocracia imposta pela Receita Federal, tornando inviáveis determinadas operações”, protestou, acrescentando que o setor também enfrenta problemas com a falta constante de energia.
Número de empregos diretos aumenta 13,46%
O diretor-executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, tem avaliação semelhante, embora menos otimista. Para ele, o desempenho do PIM deveria ser melhor, por conta da Copa, mas ficou abaixo do esperado resultado, em função dos problemas de estrutura no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. “É preciso que se façam mudanças urgentes no sentido de melhorar nossa logística, não podemos amargar prejuízos pelo simples fato de não termos como armazenar nossas mercadorias”, desabafou. O dirigente questionou também a forma de escoamento da produção do PIM, que segundo ele foi deficitária, pois não havia navios suficientes para escoar a produção.
Dutra disse estar preocupado com a estrutura do Aeroporto de Manaus, pois as indústrias e o comercio, já estão se organizando para o segundo semestre visando às festas de final de ano. “As empresas estão revendo seus estoques e não é possível mais repetir os erros que ocasionaram prejuízos à indústria e ao comércio do Amazonas”, frisou.
Postos de trabalho
Os empregos diretos atingiram 99.302 vagas ocupadas em maio, crescimento de 13,46% sobre maio do ano passado (87.518). O ritmo de geração de postos de trabalho no polo manteve estabilidade, com uma pequena variação de 0,08% ante abril (99.384).
“Esperamos que até o fim de 2010 o mercado continue aquecido e o número de empregos cresça ainda mais. Hoje, contamos com um total de 97.868 pessoas empregadas no PIM, dados parciais que nos levam a crer que até dezembro chegaremos a 120.000”, avaliou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, Valdemir Santana.
Segundo o sindicalista, a situação econômica em que se encontra o país favorece o crescimento de vários setores ocasionando à criação de novos postos de trabalho. “Outro fator relevante segundo o presidente, foi à manutenção de incentivos fiscais para empresas do PIM, sem os quais não seria possível manter o que temos hoje, e ainda criar outras alternativas”, finalizou, salientando que a Copa também colaborou para o aumento da produção, gerando novos investimentos na indústria.







