Faltando pouco menos de 18 meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia –palco dos jogos na cidade de Manaus – está com as obras em dia. Quem garante é a titular da Secretaria de Estado da Juventude e Lazer, Alessandra Campelo. De acordo com a secretária, a obra está 52% concluída e deve continuar em ritmo acelerado.“Agora a construção está em uma fase de pré-moldados, estruturas que vem em pedaços para serem montadas, ou seja, são trabalhos que não dependem muito do clima, ao contrário da fase das fundações”, garantiu.
Sobre a polêmica envolvendo a cobertura do novo estádio, que teve o financiamento negado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Alessandra explica que o imbróglio não deve prejudicar o andamento da obra e que o Governo do Estado já busca novas formas de financiar a fabricação e montagem da estrutura.
Ela explica que a recusa aconteceu porque BNDES limita o percentual do valor da obra que poderá ser comprado de empresas estrangeiras, para valorizar a indústria nacional. O problema, ainda segundo Alessandra, é que se a cobertura fosse feita no Brasil, não ficaria pronta a tempo porque não tem tecnologia. “Mesmo assim, caso fosse possível fazer a cobertura aqui, sairia muito mais caro do que a cobertura feita fora sendo entregue em Manaus. É uma coisa ilógica”, observou. Apenas uma empresa nacional se habilitou a produzir a cobertura da arena, que será feita em aço e fibra de carbono.
Já com relação ao que será feito com o espaço após a competição, a Sejel confirma que não tem o valor exato da manutenção mensal da Arena. A idéia é terceirizar a administração do local para a realização de grandes shows, feiras e eventos. “A gente deve terceirizar uma empresa para fazer a manutenção do estádio após a Copa, porque não temos técnicos suficientes. Vamos realizar um estudo inclusive para avaliar a viabilidade econômica do estádio, de que forma nós poderemos explorá-lo”, disse Alessandra.
Outro ponto polêmico envolvendo a realização do Mundial em Manaus são os atrasos nas obras de mobilidade urbana. Contudo, mesmo com o BRT retirado da matriz da Copa e com o monotrilho emperrado, a secretária afirma que as obras vão sair do papel, não mais para os jogos, mas para a população, o que não interfere na realização das partidas em Manaus. Durante a Copa o público não terá acesso ao estádio de carro, já que o entorno do estádio, num raio de um quilômetro será fechado para a circulação de veículos.
“Vários Estados tiraram seus projetos da matriz da Copa por conta do prazo. Para nós, o mais importante da Copa é o que vai ficar. O aporte de recursos que tem sido feito no estado nesses quatro anos, talvez não fosse feito em 40 anos, se não tivesse a Copa. O BRT está tramitando na Caixa Econômica Federal, mas é responsabilidade da prefeitura. Agora, o monotrilho vai sair. Ele já passou pela fase do projeto executivo, agora tem questões relativas ao patrimônio histórico”, finalizou.
Arena da Amazônia tem 52% das obras concluídos
Em: 15 de fevereiro de 2013
Faltando pouco menos de 18 meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia –palco dos jogos na cidade de Manaus – está com as obras em dia. Quem garante é a titular da Secretaria de Estado da Juventude e Lazer,Alessandra Campelo
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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