Vereadores denunciam caos em hospital público

Em: 6 de março de 2013
Vereadores do município de Eirunepé (distante a 1.159 quilômetros) denunciaram à Susam (Secretaria de Estado de Saúde) o caos enfrentado por pacientes no hospital público Vinícius Conrado, na cidade
Vereadores do município de Eirunepé (distante a 1.159 quilômetros) denunciaram à Susam (Secretaria de Estado de Saúde) o caos enfrentado por pacientes no hospital público Vinícius Conrado, na cidade

Vereadores do município de Eirunepé (distante a 1.159 quilômetros) denunciaram à Susam (Secretaria de Estado de Saúde) o caos enfrentado por pacientes no hospital público Vinícius Conrado, na cidade. Os problemas vão desde a alimentação inadequada para os pacientes internados em tratamento à atuação de médicos sem registro no CRM (Conselho Regional de Medicina). Um documento enumerando os principais problemas foi protocolizado na tarde da última segunda-feira (4), na sede da secretaria.
No documento, os vereadores solicitam à Susam que faça uma auditoria no Hospital Regional de Eirunepé, “fazendo uma devassa desde 2010 até então, e que substitua a atual administração, por não ter competência e nem zelo pela coisa pública”. Os parlamentares foram recebidos pela secretária adjunta de saúde do interior, Adriana Moreira, que prometeu analisar o caso e dar o devido encaminhamento.
Os vereadores José Eone de Souza, José Joel dos Santos, Arlen José de Olveira e Adezi Sampaio entraram em contato com o deputado estadual Sidney Leite (DEM) apresentando uma série de denúncias relacionadas à saúde pública. O deputado, por sua vez, intermediou uma reunião com a secretária Adriana Moreira, que recebeu os quatro vereadores e outros representantes da sociedade civil daquele município.
Entre as principais denúncias apresentadas pelo grupo destacam-se: alimentação de péssima qualidade fornecida aos pacientes, sem um controle nutricional; não há ambulâncias no hospital e o carro contratado para realizar esse serviço está com dois meses que o fornecedor não recebe; desperdício de medicamentos (enterrados e/ou jogados a céu aberto e em locais inadequados); o lixo hospitalar está sendo colocado em local impróprio; e o banco de sangue que está fechado há aproximadamente um ano.
Segundo relatos do médico e vereador José Joel dos Santos, o banco de sangue tem sua estrutura montada dentro do hospital e mesmo estando todo equipado –com materiais e equipamentos novos –a unidade não está funcionando. Além dessa situação, dos oito médicos da cidade que prestam serviços no hospital e nos postos de saúde, nenhum possui o registro no CRM, apenas o vereador que não está atendendo por estar cumprindo o mandato de vereador.

Redação

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