Índice da construção tem alta no Amazonas em fevereiro, aponta IBGE

Em: 15 de março de 2019
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O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) do Amazonas subiu 0,11% em fevereiro, ficando 0,06 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (0,05%). O acumulado em 12 meses ficou em 5,04%, pouco acima dos 4,93% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2018, o indicador ficou estável;

O custo nacional da construção amazonense, por metro quadrado, que em janeiro fechou em R$ 1.084,81, subiu para R$ 1.085,95 em fevereiro. O Estado ocupou a décima primeira posição no ranking nacional. O grupo é liderado por Sergipe, com R$982,47 por metro quadrado. Já Santa Catarina possui o metro quadrado mais caro do país: R$1.256,20.

No Amazonas, a variação mensal (+0,11%) ficou bem abaixo da média nacional (+0,21%) levando o Estado a empatar com o Mato Grosso do Sul na 12ª posição do ranking brasileiro. O Piauí (+0,98%), por outro lado, foi o Estado que apresentou a maior variação mensal. O incremento brasileiro do custo da construção civil foi de 0,63% no ano e de 4,47% no acumulado de 12 meses.

Na composição do preço do metro quadrado no Amazonas, R$ 596,59 são relativos a custo de materiais e R$ 489,36 a dispêndios com mão de obra. O levantamento foi feito em conjunto com o Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A parcela dos materiais subiu 0,19%, com alta de 0,10 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,09%) e variação frente a fevereiro de 2018 de 4,85%. Já o valor da mão de obra manteve-se sem qualquer alteração em relação ao mês anterior.

As Regiões Sudeste e Centro-Oeste, com 0,28%, e taxas positivas em todos os seus Estados, ficaram com a maior variação regional em fevereiro. Sul (0,26%), Nordeste (0,12%) e Norte (0,09%) vieram em seguida. Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 1.124,34 para Norte; de R$ 1.040,67 para o Nordeste; de R$ 1.171,12 para o Sudeste; de R$ 1.162,51 para o Sul e de R$ 1.128,33 para o Centro-Oeste.

Sazonalidade e dissídio

O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, disse ao Jornal do Commercio que os números do Amazonas no INCC em fevereiro se devem mais à sazonalidade do setor do que a outro fator em especial.

“A construção civil, tanto do ponto de vista da indústria, quanto das obras particulares, ainda está em ritmo de início da ano. As empresas esperam o mercado aquecer. Já as pessoas aguardam o período de chuvas passar. É um período de pouca movimentação e não esperamos grandes mexidas nos custos”, ponderou.

Já o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, salienta que o valor do índice no Amazonas é um pouco maior em função da questão logística da região. No caso mão de obra, o dirigente acrescenta ainda que não é previsto nenhum fato que vá levar a aumento, porque não há disputa de empresas por mão de obra.

“Você tem um mercado estável e uma menor produção. Então, não há fatores para justificar aumento do custo de mão de obra, até o dissídio coletivo. Até junho, o índice será o mesmo pela convenção coletiva dos trabalhadores da categoria. A mão de obra sempre representa essa mesma participação percentual, a não ser que o preço dos materiais subisse muito”, ponderou.

No entendimento do presidente do Sinduscon-AM, os preços dos imóveis tem se mantido, de uma forma geral, constantes no Amazonas, mas a dinâmica pode mudar nos próximos meses. Frank Souza avalia que as unidades que já foram construídas devem manter seus preços até o fim do estoque, mas as que estão em construção devem sofrer variações. “É suportável. A variação é pequena, mas requer atenção”, finalizou.

 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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