No Brasil em 2025 que acaba de iniciar, após o período de carnaval, os riscos e incertezas aumentaram em todos os segmentos da sociedade, econômico, social e politico. O ano se inicia com taxa de inflação em alta, refletindo em aumento de preços de alimentos, com alta de taxa de juros básica (SELIC), com descasos na Saúde publica, com déficit primário de R$31,7 bilhões, com acusação sobre a decisão de Trump de deixar o Acordo de Paris, chamando-o de “negacionista e autoritário” (Marina Silva), as vésperas da COP30. E esse evento climático da ONU esta caminhando para um fracasso, tanto por ausência de delegações oficiais quanto por falta de participação de organizações da sociedade civil. E, pelo retrospecto do estado Para quanto ao desmatamento, queimadas, especulação grileira de terras, crimes ambientais suprimindo lideres sociais, etc.
Marina disse que a saída dos EUA do acordo é “um prejuízo muito grande”. A ministra falou sobre a dificuldade em dialogar com o governo norte-americano em assuntos ligados à COP-30, a conferência global do clima marcada para novembro deste ano, em Belém.
Segundo Marina, o mundo precisa “fazer o dever de casa” mesmo com a postura de Trump. Ela afirmou que os países devem trabalhar para “manter a agenda climática a todo vapor” e ponderou que, mesmo nos EUA, a autonomia interna de estados norte-americanos comprometida com a agenda climática pode amenizar os impactos da saída do Acordo de Paris.
A COP-30, em novembro será uma COP de sobriedade. É muito trabalho e muita capacidade de dialogar com 195 países, porque os Estados Unidos estão dizendo que vão sair do acordo de Paris. Não é fácil, é um prejuízo muito grande, mas o mundo tem que fazer o dever de casa.
Queimadas batem recordes. Elas caíram 64% na Amazônia em 2024, mas quebraram recordes nos outros biomas. O fogo queimou uma área maior que a Itália: 30,8 milhões de hectares na Amazônia, Pantanal e Cerrado, 79% mais queimadas que em 2023 e a maior área afetada desde 2019, início das medições do Monitor do Fogo, do MapBiomas.
Desmatamento da Amazônia voltou a crescer neste ano, mesmo com o controle do desmatamento na floresta amazônica em 2024, ele voltou a crescer em janeiro de 2025. Saltou 68% em relação a janeiro do ano passado: 133 km² de floresta desmatada, segundo o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), do Imazon.
O governo quer gastar o triplo em combustível fóssil. Embora Lula tenha prometido privilegiar o investimento em energias limpas, o governo planeja investir R$ 288 bilhões em petróleo e gás de 2023 a 2026, contra R$ 87 bilhões em fontes renováveis, diz relatório da Human Rights Watch.
No mês passado, o Brasil aderiu à Opep+ e irritou ambientalistas. Criada em 1960 para controlar a produção e venda de petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo controla 40% da produção mundial do produto. “O Brasil insiste em caminhos opostos em um momento em que deveria liderar pelo exemplo”, afirma André Guimarães, diretor-executivo do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).
Por outro lado, se assistiu o governo proclamar que iria zerar o imposto de importação de uma lista de produtos que o Brasil é produtor e exportador, como medida para baixar preços de alimentos. Que ironia!!! Também, se assistiu o presidente falar que iria encontrar quem estava sacaneando com o aumento do preço do ovo!!! Nesses últimos dias se assistiu grandes aberrações na tentativa de reescrever a Lei da Oferta e Demanda de Mercado, máxima da Ciência da Economia.
Neste breve relato, podemos te explica como funciona essa lei e qual o impacto dela no seu dia a dia.
A Lei da Oferta e Demanda – também chamada de Lei da Oferta e Procura – é uma lei da economia clássica, criada por Adam Smith. Essa lei busca explicar como funciona um mercado: o que determina o preço e a quantidade de um produto no mercado.
O preço de mercado de uma mercadoria específica é regulado pela proporção entre a quantidade que é efetivamente colocada no mercado [oferta] e a demanda daqueles que estão dispostos a pagar o preço natural da mercadoria, ou seja, o valor total da renda fundiária, do trabalho e do lucro que devem ser pagos para levá-la ao mercado. Ainda ficou confuso? Podemos explicar melhor.
Assim, o que é oferta e o que é demanda?
Antes de tudo, precisamos entender o que significa falar em mercado. Basicamente, mercado é como se denomina um grupo de compradores e vendedores de determinado bem ou serviço.
Assim, a oferta se refere à quantidade que os vendedores querem e estão dispostos a vender um produto, portanto, a oferta é determinada pelos vendedores. Ela é influenciada pelos insumos, tecnologias, custos de produção, etc.
Já a demanda se refere à quantidade que os consumidores querem e estão dispostos a comprar determinado bem, ou seja, a demanda é determinada pelos consumidores. Ela é influenciada pela renda dos cidadãos, preços, produtos similares, substitutos, entre diversos outros fatores.
Então, como funciona a Lei da Oferta e Demanda?
Para começarmos, é necessário salientar que iremos utilizar o método Ceteris Paribus para explicar o funcionamento da Lei da Oferta e Demanda.
E o que é Ceteris Paribus?
Quando se estudo a Ciência da Economia, e o presidente do Brasil e seu ministro da economia nunca estudaram, os economistas utilizam o Ceteris Paribus, da tradução “todo o resto é constante”, que é um método que considera inalterados outros fatores que possam influenciar nos modelos e teorias no resultado de alguma coisa.
No caso da Lei da Oferta e Demanda, são múltiplos os fatores que podem influenciar na demanda e na oferta do mercado, como o poder aquisitivo da população, implementação de um imposto, o fator clima, custos de produção, tecnologias, insumos, dentre outros. Utilizando o Ceteris Paribus, assim, conseguimos explicar como é o funcionamento do mercado usando somente o ponto de vista da oferta e da demanda. Mas, aqui não iremos abordar os outros fatores que possam influenciar a demanda e a oferta com o intuito de simplificar a explicação.
Lei da Demanda – A Lei da Demanda diz que quanto menor for o preço, maior a quantidade de consumidores procurando no mercado os produtos que desejam comprar; da mesma forma, quanto maior for o preço, menor a quantidade de consumidores procurando no mercado os produtos que desejam comprar. Portanto, a curva da procura/demanda representada graficamente é uma curva negativa, ou seja, decrescente. Ela relaciona a quantidade de consumidores à procura de determinado bem ou produto no mercado com o preço desse bem ou produto.
Lei da Oferta – A Lei da Oferta explica que quanto maior for o preço de determinado produto, mais os vendedores estarão dispostos a vender seu produto, pois assim irão obter mais lucros. Por outro lado, quanto menor for o preço de determinado produto em um mercado, menos os vendedores estarão dispostos a ofertar esse produto.
Deixando de lado essas questões por serem de quase nenhum impacto na economia do dia a dia, vamos tratar do aumento da taxa SELIC (14,25% ao não) e da taxa da inflação (5,06% – Fev/2025) que a todos interessa e afeta. De um lado a inercia do LEGISLATIVO e do JUDICIARIO MILITANTE, quando se vê o alargamento de credito consignado ao funcionalismo publico e atualmente estendido ao setor privado com carteira assinada, sendo nada mais, nada menos, que induzir as famílias brasileiras já endividadas a mais endividamento via aumento de consumo como politica publica de governo!!! Mais desgraca e pobreza anunciada!!!
(*) Economista (UFAM), Engenheiro (UFAM), Administrador (UFAM), Mestre em Economia (FGV), Doutor em Economia (UNINI-Mx), Pesquisador Sênior, (CEA) Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]















