A palavra crítica significa avaliar, analisar ou julgar algo ou alguém, podendo ser tanto para apontar qualidades quanto defeitos. Pode envolver a expressão de desaprovação ou censura, mas também pode ser uma análise construtiva, apesar de eu entender que é difícil aceitar uma “crítica construtiva”, pois, se eu critico, estou reprovando. Ou não? Bem, sempre que vejo alguém criticar uma ideia, um pensamento, um modelo de carro ou qualquer outra coisa, fico pensativo. Me desagrada muito tecer comentários negativos às ideias dos outros. Por exemplo, se um político é estranho ao meu universo de gostar, eu voto em outro. E pronto. É totalmente prescindível gritar a plenos pulmões que eu não gosto do político A ou B. A mesma situação em relação a time de futebol ou a qualquer agremiação esportiva. Eu torço pelos times que eu gosto. Não torço contra outros times. Entendeu? Muitos conhecidos e amigos me chamam de “murista”, ou seja, eu não me posiciono e fico sempre “em cima do muro”. Ledo engano deles. Eu tenho minhas preferências, meus votos, minhas torcidas. Mas, não me sinto obrigado a declarar a ninguém sob circunstância alguma. Esse procedimento me levou, ao longo de quase 70 anos de vida, a evitar inimigos e conquistar amigos. Hoje, é comum se ouvir por aí críticas e elogios à pessoas importantes no nosso país. Lembro que todos são importantes hoje e agora, enquanto durar o poder. Mas, e depois? Conheço muitos “figurões de outrora” que não se conformam em ter perdido os “tronos, feudos e admiradoras”. Talvez, por terem sido críticos, enquanto eram produtivos, não conseguem sobreviver no dito ostracismo. Aliás, palco, tela, fama, plateia e tudo que diz respeito a esse mundo de “aparecer”, eu evito. Na verdade eu fujo mesmo. De fato, a diferença ente vaia e aplauso é o momento. Se você sabe lidar com ambos, você é forte. Se não sabe lidar com isso, evite situações onde você é julgado. Sei que é difícil, pois isso faz parte da nossa civilização. E a vida segue. Com cervejas ! Geladas!















