Medina, acrescentando que a inflação também ajuda a explicar a alta no VGV. “O ticket médio das unidades aumentou bastante. O estoque de imóveis mais baratos vem acabando e vão ficando imóveis mais novos e com preços reajustados pelo custo dos insumos”, completou.
Os números mais recentes do Índice Comercial da Fipezap confirmam a discrepância entre a valorização dos indicadores de aluguel e compra no segmento. O estudo mensal da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) informa que o preço médio de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados ficou praticamente estagnado (+0,10%) em dezembro. Em paralelo houve nova elevação (+0,38%) no preço médio de locação, que completou 12 altas consecutivas anteriores, acelerando ante setembro (+0,24%), outubro (+0,30%) e novembro (+0,35%).
A mesma base de dados informa que o preço médio de venda encerrou o acumulado de 2021 próximo da estabilidade (-0,03%) após seis anos consecutivos de queda, enquanto o preço médio de locação apresentou uma alta de 2,62% no ano, o maior avanço do índice desde 2013 (+5,13%). Em dezembro do ano passado, o valor médio do metro quadrado de imóveis comerciais anunciados nas cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial foi de R$ 8.407, para venda, e de R$ 38,02, para locação.
“Demanda reprimida”
O dirigente destaca ainda que o mercado de Manaus não é tão grande. Ele lembra que o último lançamento comercial de Manaus ocorreu em 2013 e só foi entregue alguns meses atrás. “Esse empreendimento fica na zona Oeste de Manaus, que é uma região que cresce bastante. Inclusive, a estatística de 2021, que ainda estamos fechando, deve comprovar que essa zona da cidade foi a que mais vendeu. Esse projeto acabou absorvendo boa parte das vendas de imóveis comerciais de 2021. Era uma demanda reprimida, que foi absorvida. Creio que boa parte das vendas do ano passado veio desse empreendimento”, avaliou.
O diretor da Comissão da Indústria Imobiliária da Ademi-AM explica que o ano passado não registrou lançamentos de imóveis comerciais justamente por conta do estoque ainda elevado de 200 salas comerciais. “Ainda é um número relevante, por mais que as vendas tenham aumentado. Isso faz com que novos incorporadores não lancem novos produtos. Em 2022 teremos lançamentos, mas eles devem ser pontuais, sobretudo aproveitando esse nicho de demanda reprimida. Alguns bairros são mais carentes em unidades comerciais e as empresas já estão fazendo as contas”, avaliou.
Henrique Medina reforça que a tendência seguida pelo mercado imobiliário de Manaus neste ano ainda deve ser de lançamentos “não tão grandes” como os ocorridos em anos anteriores e, conforme mencionado, mediante demanda pontual. Acrescenta ainda que a entidade dispõe de ferramentas para facilitar o processo. “Hoje, a Ademi-AM oferece pesquisas de mercado aos incorporadores. Com isso em mãos, o investidor pode analisar a população e a oferta de imóveis em cada região. Em cima disso, ele cruza as informações e verifica em que bairros há necessidade e qual tipo de produto deve lançar”, finalizou







