Na segunda quinzena de novembro, acompanhado de diretores da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), em terras japonesas, tive a felicidade de vibrar com a seleção brasileira, e não era a de futebol, mas de jovens estudantes do Senai (Serviço Nacional da Indústria), na conquista do 2º lugar na 39ª WorldSkills Competition (Competição Mundial de Educação Profissional), a maior competição de talento aplicado ao trabalho, este ano realizada em Numazu, Japão, entre os dias 14 a 21.
Não foi apenas o número de medalhas de ouro e diplomas trazidos pelos 19 alunos da delegação brasileira, mas o fato dessa equipe, com os 519,60 pontos obtidos nas 16 modalidades da competição, ter ficado atrás apenas da Coréia, batendo concorrentes de peso na área, como o próprio país-sede da olimpíada, e mais a Suíça, Cingapura e Austrália. Sem falar em outras potências do Primeiro Mundo presentes no evento, dos Estados Unidos à Dinamarca.
É uma maneira extraordinária de ver reconhecido o talento dos nossos jovens estudantes, todos eles saídos de departamentos regionais do SENAI de oito Estados (São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte) e do Distrito Federal.
A WordSkills Competition é realizada a cada dois anos em um país diferente. Reúne cerca de 800 jovens especialistas de 48 países de cinco continentes, promovendo o intercâmbio técnico e tecnológico na área de educação profissional. O Senai já representou o Brasil em 12 desses torneios internacionais, sempre colhendo premiações.
Vale destacar os jovens brasileiros que arrebataram duas medalhas de ouro – Lucas Gonçalves (em refrigeração) e Anderson Carlos Moreira Tavares (em informática) – três medalhas de prata – Rafael Sansão (em fresa), Carla Marangoni (em design) e a dupla Everton Toigo e Felipe Mendonça Trindade (em mecatrônica). Outros alunos trouxeram medalhas de bronze e certificados de excelência que reconhecem a sua alta capacitação profissional. Que conquista!
O resultado alcançado nos estimula e dá a certeza de que estamos no caminho certo. É mérito merecido de um trabalho desenvolvido por técnicos e alunos do Senai que representaram muito bem o nosso grande potencial na aprendizagem industrial.
No Amazonas, o Senai atende cerca de 25 mil alunos por ano com oferta de cursos voltados para educação profissional, serviço técnico e tecnológico, com aulas ministradas em Manaus no Centro de Formação Profissional Waldemiro Lustoza, no Centro de Tecnologia Antônio Simões e Centro de Ações Móveis e Comunitária, que também gerencia o barco-escola Samaúma.
Jovens de Coari, Iranduba, Itacoatiara e Parintins também recebem aulas do Senai, por meio das agências de treinamento. Os cursos da área de aprendizagem industrial, como o de solda, mecânico de usinagem, de manutenção industrial e de motores diesel são gratuitos e os mais procurados, com duração de dois anos.
Conquistas como essa última, no Japão, representam um impulso para investirmos e trabalharmos mais pela educação profissional, um dos pilares da nossa plataforma rumo ao desenvolvimento.
Antônio Silva é presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas).







