Abordando um problema que aflige oito em cada dez brasileiros, a ausência de políticas públicas sérias no campo da saúde, nos remete ao tratamento dado à população ca rente, que não tem condições de pagar por um plano de saúde. A ausência de amparo governamental à população, tem reflexos no comportamento das classes superiores da casta social em que vivemos. Criam-se planos, montam-se estratégias, definem-se prioridades, mas, o que vemos é o mesmo cenário há quase três décadas: Os ricos ficam cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres!
Diante do descaso das autori dades com as políticas públicas voltadas à saúde, o que vemos são planos de saúde tentando “morder” uma fatia deixada por esta demanda reprimida do mercado. Vivemos sob a jurisdição da zona de conforto do capitalismo selvagem. Como se não fosse bastante, nossa saúde é tratada de acordo com a preparação de profissionais que fun cionam mais como propagandistas de laboratórios que agentes de saúde. Especificamente em drogarias e farmácias de Manaus, vemos que a ausência de esclarecimento sobre as políticas implementadas pelos laboratórios, tem causado deficiências sérias no atendimento aos clientes e até no resultado de tratamentos receitados.
Observamos que os clientes necessitam estar atentos a orientações e interpretações des providas do profissionalismo necessário à venda deste tipo de produto (medicamentos). O bom atendimento expresso na atenção, educação e polidez de procedimentos, neste segmento do mercado, não é suficiente para garantir a plena satisfação do cliente com a compra do produto ou serviço. Em alguns casos, a insatisfação começa depois de um ótimo atendimento: Quando o cliente compra um produto indicado erradamente por um atendente desavisado, mas ávido em ajudar o cliente. Não registramos estes fatos como intencionais por parte do atendente, mas doloso por parte de seus superiores que permitem que isto aconteça.
A preparação de nossos atendentes em drogarias e farmácias tem que sofrer reciclagem cons tante, não somente no campo comportamental, mas no técnico. A avidez pela venda de produtos bonificados (que pagam prêmios pela quantidade vendida) nos levam a uma discussão intensa e antiga: As deficiências profissionais de um advogado lhe outorgam a perda de uma causa; de um administrador, lhes proporcionam resultados financeiros e estruturais nas empresas, de um contador, lhe remetem a erros em resultados contábeis empresariais; as de um vendedor são punidas com a perda de um cliente ou do pró prio emprego.
Porém quando falamos de deficiências de atendentes de drogarias e farmácias, estamos falando da perda da saúde ou até, em casos extremos, da vida humana. O fato deve ser tra tado com seriedade por todos, e principalmente pelos proprietários desses estabelecimentos, pois a contextualização da visão de marketing nas empresas nos compele a ver mais longe que o simples ato da venda.
Sentir-se bem dentro de uma drogaria é comum, pois somos bem tratados e temos certeza que estaremos comprando saúde. De forma geral, uma pequena parte destes profissionais de atendimento, tem a noção de sua importância para a cadeia da saúde de cada um de nós.
Relacionamos alguns procedimentos que julgamos necessários ao comprar um medicamento ou adquirir um serviço qualquer em um estabe lecimento de saúde:
• Verifique como você é tratado pelo atendente (forma educada e polida).
• Especule o conhecimento do mesmo, verificando se a preparação do mesmo está vinculada ao profissionalismo treinado ou ao oportunismo latente.
• Não aceite qualquer substituição de medicamentos, sem o aval do farmacêutico ou correspondente profissional autorizado para o mesmo.
• Sempre leia as ins truções dos medicamentos a serem tomados e nunca acredi te totalmente no que lhe disse rem; especule e pergunte sempre.
Para os profissionais da área de atendimento:
• Cobre sempre de seu supervisor ou do proprietário do negócio, investimentos em treinamen







