De olho no Dia Internacional do Consumidor que acontece no próximo dia 15, o comércio eletrônico embarca na carona da data e deve ganhar força. Um levantamento realizado pelo Opinion Box sobre intenção de compra sugere que a data vem cada vez mais ganhando representatividade no mercado.
Prova disso é o percentual de consumidores 64,1% que passou a considerar a data como a primeira comercial do ano. No ano passado, apenas 46,9% dos consumidores online tinham essa percepção.
Felipe Dellacqua, Presidente da ABRASECB (Associação Brasileira de E-commerce Cross-Border) e VP de vendas da multinacional brasileira de tecnologia, VTEX, explica que o varejo é trabalhado em datas promocionais para incentivar o consumo, no comércio eletrônico não é diferente, “março tradicionalmente é um mês fraco, de poucas vendas, por isso foi criado a semana do consumidor para ter uma "desculpa" para ir às compras com descontos e promoções”, ressalta.
Dellacqua avalia que o impulso do setor ano a ano evidencia o quanto o consumidor brasileiro é fã incondicional de promoções e oportunidades para pagar menos por um produto que está namorando.
“Com a aderência cada vez maior do comércio eletrônico na semana do consumidor, e por padrão ser o canal onde se encontra produtos com melhores preços e condições de pagamento, a preferência do consumidor em pesquisar produtos e serviços com descontos em datas sazonais, acaba iniciando pelo canal digital”, destaca ele, acrescentando que a melhora na logística, consequentemente reduzindo o custo de frete e tempo de entrega, o consumidor acaba optando por utilizar o canal online. Cada ano essa data cresce mais no comércio eletrônico.
Conforme ele. a importância da data é alta, dado que março é último mês do trimestre, e janeiro e fevereiro, são meses de baixa nas vendas, então é um mês de recuperação do primeiro trimestre do ano. Como empresas, principalmente as com capital aberto em bolsa de valores, compartilham seus números por trimestre, o dia do consumidor ou a semana do consumidor, vem para melhorar o resultado de um trimestre geralmente fraco por padrão.
Sobre a concorrência frente às lojas físicas ele diz que a unificação de canais, ou o popular omnichannel, cada vez menos existe uma diferença entre loja física e online, eles deixam de ser competidores, para serem aliados na oferta de uma maior comodidade ao consumidor. “Hoje um consumidor pode fazer a compra online e retirar seu pedido na loja física. Portanto a forma como se posicionar para o consumidor, é deixar o cliente escolher o melhor cenário para ele”.
Opinião
O consultor em marketing estratégico, Gabriel Araújo, é categórico. A alma do sucesso nas vendas está atrelada a praticidade do cliente poder escolher o produto que quiser e ter acesso a todas as informações para adquiri-lo sem sair de casa.
Ele também garante que é exponencial essa tendência o que fez com que o mercado mudasse e as empresas que possuem loja física adotassem também um canal online de venda.
“No caso desse tipo de venda todo dia é dia do consumidor, mas percebemos um trabalho especial nas datas-chave para aquecer as vendas. Além de manter-se melhor que o desempenho das lojas físicas, até porque devemos levar em consideração que o custo é muito menor no e-commerce. As lojas físicas estão perdendo fôlego. E a tendência e num futuro próximo desaparecerão ou se tornarão apenas pontos de retirada de mercadoria já escolhida e comprada pela internet”, afirma.
Por dentro
No ano passado, com a volta do crescimento do PIB no Brasil, houve também uma deflação nos preços de categorias como celular, fotografia e eletrônicos, em conjunto com a semana do consumidor, foi um mês muito positivo para o varejo online. Esse ano a previsão é positiva, apesar da grande maioria de produtos importados da china estarem sofrendo grandes atrasos no abastecimento do varejo como um todo.
Estudo divulgado pelo Google em fevereiro deste ano mostrou ainda que as buscas pelo Dia do Consumidor no Google cresceram 20% de 2018 para 2019. Segundo a pesquisa, o brasileiro começou o ano mais otimista, o que reflete diretamente na intenção de compra. Em janeiro de 2020, 36% dos entrevistados disseram se sentir bastante otimistas com a economia e 34% consideraram que as finanças pessoais estão muito melhores.
De acordo com o Google, os itens que as pessoas mais pretendem adquirir no Dia do Consumidor são smartphones (22%), roupas e calçados (13%) e TV (6%).







