Movimento de contêineres tem alta de 54,36% nos portos de Manaus

Em: 10 de novembro de 2007
Incremento de cargas foi resiltado das compras efetuadas pelas indústrias para abastecer linhas
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Incremento de cargas foi resiltado das compras efetuadas pelas indústrias para abastecer linhas

A movimentação de contêineres cresceu 54,36% nos portos de Manaus em setembro, no comparativo com igual mês do ano passado. De acordo com relatório mensal divulgado pela SNPH (Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias), foram operadas 16.231 unidades no Porto Chibatão e no Super Terminais, contra 10.515 contêineres computados em setembro de 2006.

Como o Porto de Manaus (antigo porto público) parou de operar contêineres em julho deste ano, os dados da SNPH só agregam o volume registrado nos portos Chibatão e Super Terminais.

Às vésperas do último trimestre, o bom desempenho da movimentação de cargas nos dois TUPs (Terminais de Uso Privativo) foi resultado das compras efetuadas pelas indústrias para abastecer as li­nhas de produção. E foi embalado pela demanda do PIM (Pólo Industrial de Manaus) que o Super Terminais atingiu ser recorde de movimentação no mês em análise. O terminal computou 6.704 contêineres em setembro, volume que su­­perou em 70,28% as 3.937 uni­­dades contabilizadas no mesmo intervalo de 2006.

De acordo com o gerente ope­­­racional do Super Terminais, Joabe França de Barros, a performance da empresa em setembro traduziu o ritmo de operações gerado pela navegação de longo curso (realizada entre portos nacionais e estrangeiros), que é o carro-chefe do porto. Do total de contêineres movimentados, as operações internacionais responderam por 46,79% (3.137 contêineres), indicando crescimento de 3,46%.

As cargas movimentadas pe­­­la navegação entre portos bra­­­sileiros, conhecida como ca­­­botagem, também tiveram um acréscimo expressivo no Su­­­per Terminais, da ordem­­ de 42,98%. O volume de contêineres saltou de 905 (setembro 2006) para 1.294 unidades.

No nono mês, a cabotagem representou 19,30% das operações desse recinto. “Nossa expectativa para 2007 é de um crescimento de 20% na movimentação de contêineres. Mas esse aumento pode não significar um acréscimo da mesma ordem no faturamento, já que trabalhamos com o dólar e ele está cotado a R$ 1,74”, observou o gerente.

Mesmo com o efeito do câmbio sobre os negócios da empresa, o porto privado deu sequência à curva ascendente de movimentação de cargas, com elevação de 9,05% em outubro sobre as operações de contêineres realizadas em igual mês do ano passado. O terminal registrou 5.707 unidades, deixando ‘a ver navios’ o resultado anterior de 5.233 contêineres. “Em relação a setembro deste ano, a movimentação de outubro apresentou uma pequena retração, que deve se estender até dezembro. Essa desaquecida é natural, porque o PIM já se abasteceu para atender o mercado interno e o externo. Passado esse período, o mercado volta a aquecer em janeiro”, explicou Barros.

Empresa compra guindastes

Atenta à demanda industrial em 2008, a Super­ Terminais adquiriu neste segundo semestre dois guin­­­dastes de terra, que co­­­­meçam a operar no primeiro trimestre do próximo ano. Segundo Joabe Barros, a empresa investiu 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 7,64 mi­­­­­­lhões) na aquisição dos equi­­­­­­pamentos, que vão dar cele­­­ridade à movimentação de contêineres.

“Com a chegada dos guindastes, o terminal não vai mais depender dos equipamentos dos navios para descarregar a carga do cliente. Esse é um diferencial que teremos em relação à concorrência”, frisou o gerente operacional do Super Terminais.

Novos maquinários

Outro investimento feito com recursos próprios pelo Super Terminais foi a aquisição de quatro TUG Masters (tratores que facilitam as operações de embarque e desembarque de contêineres) em outubro.

A empresa, que já tinha oito caminhões desses, aplicou US$ 340 mil (R$ 590 mil) para agilizar ainda mais as operações. As quatro unidades também começam a ser utilizadas no primeiro trimestre de 2008.

De acordo com Barros, o Super Terminais estima para o próximo ano um crescimento maior que o de 2007. Além dos investimentos realizados pelo terminal, fatores como a instalação de

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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