Participação da indústria está praticamente estagnada desde 1991

Em: 19 de setembro de 2010
A participação das indústrias no mercado de crédito brasileiro está quase no mesmo nível há 19 anos, conforme levantamento realizado pela CNI e divulgada pela entidade na sexta-feira, 17
A participação das indústrias no mercado de crédito brasileiro está quase no mesmo nível há 19 anos, conforme levantamento realizado pela CNI e divulgada pela entidade na sexta-feira, 17

A participação das indústrias no mercado de crédito brasileiro está quase no mesmo nível há 19 anos, conforme levantamento realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada pela entidade na sexta-feira, 17.
Em julho de 1991, segundo a nota, o setor privado industrial detinha 21,2% do crédito total do sistema financeiro do país, e, em julho de 2010, essa parcela foi de 21,3%.
Segundo a pesquisa “Indústria Brasileira em Foco”, na mesma comparação de períodos, a fatia de crédito destinada às pessoas físicas cresceu de 2,9% para 32,5%. O levantamento foi feito a partir de dados do BC (Banco Central).

Melhor momento

O melhor momento da indústria no crédito, conforme o estudo da entidade de classe, ocorreu no ano de 2002, quando o acesso da manufatura brasileira aos recursos financeiros atingiu a marca de 30%. Desde então, a participação do setor industrial no bolo de crédito do país vem reduzindo no percentual total, embora o volume de empréstimos ao setor tenha aumentado.
Para o economista da CNI, Danilo Garcia, os bancos dão prioridade à oferta de financiamentos para as famílias em detrimento da indústria, porque as taxas de juros cobradas nessas modalidades são maiores. Além disso, a crise financeira internacional diminuiu ainda mais a destinação do crédito às empresas, devido aos riscos de inadimplência. “Nas crises, os bancos ficam menos propensos a emprestar. A falta de crédito foi um dos principais efeitos negativos da crise internacional na indústria brasileira”, finalizou o especialista, em nota distribuída à imprensa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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